Uma senhora de 95 anos deu um tremendo susto nos moradores da aldeia de Liulou onde vive em Guangxi, na China. Ela simplesmente “morreu” por seis dias, depois se levantou do caixão. 

Li Xiufeng foi encontrada por uma vizinha em sua cama, imóvel e sem respirar, quinze dias após tropeçar, cair e machucar a cabeça. A mulher, que costumava levar o café da manhã à Li, tentou acordar a velhinha sem sucesso, então, concluiu que a vovó tinha passado dessa para uma melhor enquanto dormia. 

“Ela não se levantou, por isso fui acordá-la. Eu chamei e a cutuquei, mas não houve nenhuma reação. Senti que algo estava errado, então verifiquei a respiração… Ela parecia ter ‘ido embora’, mas seu corpo não estava frio”, disse a vizinha, Chen Qingwang

 

Ao constatarem a morte da senhora Li, que vivia sozinha, o marido da senhora Chen e seu filho iniciaram os preparativos para o funeral, que incluí manter o caixão na casa por vários dias para que amigos e parentes pudessem prestar as últimas homenagens, conforme a tradição. 

A “falecida” foi para dentro do caixão no dia 19 de fevereiro, dois dias após sua “morte”, no entanto, preferiram não pregar a tampa da urna até o dia do enterro, marcado para 24 do mesmo mês. Um dia antes do enterro, ao chegarem até a casa da velhinha para dar seguimento ao processo, veio a surpresa: caixão estava vazio e o corpo desaparecido!

Os vizinhos do vilarejo ficaram atordoados – para não dizer apavorados -, mas saíram à procura do corpo ausente, até que encontraram a senhora Li sentada em um banquinho em sua cozinha, fazendo comida!

Segundo relatos dos moradores ela teria dito: “Eu dormi por muito tempo, depois de acordar senti tanta fome, que vim cozinhar algo para comer” (!!!). 

Um médico do hospital esclareceu o ocorrido dizendo que a vovó sofreu uma morte superficial, na qual a pessoa fica sem fôlego, mas a temperatura corporal permanece inalterada. “Graças à tradição local, de deixar o caixão em casa por muitos dias, ela foi salva”, disse ele. 

Apesar de “trapacear a morte”, a velhinha que voltou a viver arranjou um problemão: conforme outra tradição da aldeia, após a morte de uma pessoa, seus pertences são todos queimados, ou seja, ressuscitou, mas perdeu tudo. 

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