A palavra “fashionista” que hoje em dia é tão exaustivamente utilizada nos blogs de moda mundo afora, é responsabilidade de um escritor. Há 20 anos o escritor Stephen Fried utilizou a dita cuja pela primeira vez em um livro e acaba de fazer um pedido formal pelo fato:

” Vinte anos atrás, eu aparentemente mudei o idioma para sempre. Eu publiquei um livro que desencadeou em um público desavisado uma única palavra de poder terrível e controverso. Essa palavra é “fashionista”. Acho que deveria pedir desculpas a todos os usuários da língua pelo meu crime contra a nomenclatura”, disse o autor Stephen Fried, em um artigo publicado no site The Atlantic nesta semana.

Fried conjurou a palavra em 1993, na biografia de Gia Carangi, a top model que morreu em 1986 aos 26 anos vítima da AIDS contraída devido ao vício em heroína. Ele precisava de uma palavra que abrangesse todas as profissões que formam a indústria da moda – modelos, fotógrafos, designers, jornalistas, editores, estilistas e assim por diante. Pesquisando em publicações dos anos 70 e 80, quando a carreira de Gia estava no auge, acabou criando a palavra “fashionista”.

Apesar de sua editora, que também era sua esposa, odiar a palavra, ele seguiu em frente e a utilizou quatro vezes ao longo do livro. Quando foi publicado, um crítico do New York Times disse que era um “rótulo brega”. Apesar disso, o uso da palavra começou a se espalhar, principalmente após o Evening Standard e o Washington Post a usarem várias vezes durante a temporada de moda em 1995 para descrever os frequentadores dos eventos.

O uso da palavra se espalhou de vez quando, em 1998, a HBO decidiu transformar o livro em um filme estrelado por Angelina Jolie. 

 

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