As transformações físicas que acontecem na transição da infância para a fase adulta (puberdade) estão relacionados ao início da atividade hormonal, que começa por volta dos 9,5 anos nas meninas, e por volta dos 10,5 anos nos meninos brasileiros. Os hormônios causam uma série de efeitos no corpo, como chulé, súor em excesso, mau cheiro, cabelos e peles mais oleosos, espinhas e cravos.

Nos meninos pode haver ainda o crescimento excessivo das mamas e, nas meninas, o corrimento vaginal e irregularidade na menstruação. “Tudo isso é absolutamente natural e, na maioria dos casos, transitório”, explica o hebiatra e médico chefe do Departamento da Unidade de Adolescentes do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Benito Lourenço. A seguir, as principais dúvidas com que os adolescentes chegam ao consultório do especialista e como resolver o problema:

Chulé: O uso de meias de algodão limpas, tênis limpos e cuidado na hora de secar o pé, especialmente entre os dedos, costumam evitar o problema.  O chulé excessivo é bromidrose, que é causado pela multiplicação de bactérias, e requer a consulta de um dermatologista ou hebiatra para o tratamento adequado.

Súor excessivo e mau cheiro nas axilas: Para diminuir a produção de suor, o recomendado é a adoção de um antiperspirante. Lavar a região com sabonete neutro e secar adequadamente também devem ser práticas diárias.

Corrimento: Se for semelhante à clara de ovo, não há problema. Caso tenha cor ou cheiro é recomendável procurar um ginecologista ou hebiatra. Os cuidados são: lavar e secar adequadamente a região todos os dias, usar calcinhas de algodão e deixar a vagina ventilar por algumas horas.

Menstruação irregular: A partir do surgimento da pontinha dos seios, o normal é que a menina menstrue em de dois a três anos, quando acontece a primeira ovulação. A menstruação costuma ser irregular no começo. O próprio organismo costuma regularizar o fluxo, mas é recomendado acompanhamento médico.

Ginecosmatia: é o crescimento excessivo das mamas em homens. Cerca de 80% dos meninos a apresentam em algum momento, mas o próprio corpo costuma equalizar o problema. Caso as mamas interfiram na vida social do adolescente, pode-se fazer uma cirurgia para a retirada do excesso de mama.

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