Depois de encerrar o desfile de alta-costura da Chanel, em Paris, a modelo sudanesa Adut Akech Bior foi fotografada pelo próprio Karl Lagerfeld para a campanha de outono/inverno 2019 da grife de luxo.

Mas, antes de se tornar o rosto mais famoso da temporada de moda internacional, Adut teve dias bem distantes deste glamour. Ela nasceu em um campo de refugiados na fronteira entre o Quênia e a Uganda, na África. Lá, assim como sua família, viviam mais de 180 mil pessoas que fugiam dos horrores da guerra civil do Sudão. Durante a infância e adolescência, ela e os irmãos passaram por vários campos de refugiados da ONU, até que chegaram a um localizado em Adelaide, na Austrália. Foi lá que Adut foi descoberta por um olheiro no início de 2017.

Desde então, ela brilhou nas passarelas de Givenchy, Valentino, Miu Miu, Versace, Prada e Clavin Klein. Fotografou várias capas de revistas de moda e é estrela de campanhas de marcas importantes. Apesar de todo o reconhecimento, Adut diz que ainda tem obstáculos neste universo fashion: “ainda é difícil ver uma mulher negra vendendo perfume”, disse em entrevista.

Sem mais artigos