Desde que foi lançada, a marca de modeladores corporais de Kim Kardashian tem ganhado os holofotes por um motivo nada nobre: apropriação cultural. A socialite resolveu registrar a marca como ‘Kimono’ e, após receber críticas na internet, o próprio prefeito de Kioto, no Japão, escreveu uma carta pedindo para que ela reconsiderasse este nome.

“O quimono é uma vestimenta étnica e tradicional forjada em nossa rica natureza e história com os incansáveis ​​esforços e estudos de nossos antepassados, é uma cultura que tem sido passada adiante com cuidado e estima. Ele também é fruto de um trabalho manual e simboliza o senso de beleza, espírito e valores do Japão”, explicou Daisaku Kadokawa.

Os críticos entendem que a empresária está usando um termo pertencente à cultura japonesa apenas para lucrar, ignorando a tradição por trás das vestes. Outra questão que gerou preocupação foi a tentativa de transformar a palavra ‘Kimono’ em uma marca registrada. Segundo o jornal The New York Times, ela tentou catalogar ao menos oito variações. Ao veículo, contudo, ela afirma que isso não “impede ou restringe ninguém, neste caso, de criar um quimono ou usar a palavra em referência ao traje tradicional”.

Em sua carta, o prefeito de Kioto explicou que o governo está realizando iniciativas para a ‘cultura do quimono’ se tornar um Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. “Acreditamos que os nomes para ‘Kimono’ são bens compartilhados com toda a humanidade que ama quimonos e sua cultura. Portanto, não devem ser monopolizados”, reforça.

Kadokawa convidou Kardashian a visitar Kioto, “onde diversos itens da cultura japonesa, incluindo os quimonos, são celebrados”, para que a socialite enfim entenda a essência da “cultura do quimono”.

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