O penúltimo dia do São Paulo Fashion Week mostrou as coleções de Gloria Coelho, Maria Bonita, UMA, João Pimenta e Lino Villaventura. 

Gloria Coelho, que abriu o dia de desfiles, se inspirou nos neutrinos (partículas solares que viajam na velocidade da luz) e nos vulcões, trazendo tecidos com efeitos que remetem a névoas cinzentas e cristais. Os recortes das peças (destaque para os ombros arredondados) tem um quê de arte.

A grife Uma, da designer Raquel Davidowicz, como de praxe, apostou em um esporte minimalista e foi assunto por colocar modelos de diferentes idades na passarela. As peças vieram com um toque andrógino e tecido de couro em diferentes efeitos. 

O inverno de João Pimenta veio todo sombrio, inspirado no movimento artístico Steampunk e nos “Doutores da Praga” – médicos que cuidavam de pacientes com lepra no século XVII, e usavam saias longas e máscaras negras.  Muitos, coletes, calças e paletós escuros.

A Maria Bonita, da estilista Danielle Jensen, se inspirou nos índios, seringueiros, ribeirinhos e castanheiros dos norte do país, apostando em silhuetas mais retangulares e tons bem naturebas, como ocre, verde-musgo e marrom. Destaque também para os casacos de lã que remetem à arte manual da região.

Lino Villaventura foi responsável pela dramaticidade do dia, com vestidos de rainhas, muito volume, brilho, bordados e tecidos finos. Nas peças masculinas, alfaiataria mais solta e malhas bem fininhas. 

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