A grife espanhola Zara foi parar nos Trending Topics brasileiros devido à divulgação do resultado das investigações da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), que encontraram trabalhadores em condições análogas à escravidão em São Paulo. 

Entre as denúncias apuradas na investigação, estavam contratações ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas de até 16 horas diárias e cerceamento de liberdade (seja pela cobrança e desconto irregular de dívidas dos salários, conhecido como “truck system”, seja pela proibição de deixar o local de trabalho sem prévia autorização).

Em uma das oficinas vistoriadas, foram encontradas seis pessoas, entre elas uma adolescente de 14 anos, em condições descritas como de trabalho escravo. No momento da fiscalização, os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara. Para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 por peça costurada. Uma peça semelhante numa Zara em São Paulo é encontrada pelo preço de R$ 139.

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