Triz

Divulgação Triz

Às vezes, parece confuso, mas o que você tem com a vida dos outros? O importante é que cada vez mais os transexuais tenham voz e estejam fazendo arte. Triz, de gênero neutro, é mais um nome a surgir no espectro do “arco-íris power” como foi definido pela Vogue brasileira. Outros nomes da corrente que estão em alta são Pabllo Vittar, Liniker, Linn da Quebrada, Lia Clark.

Aos 18 anos, Triz conhece o valor de Cartola e cita Sabotage, Criolo e Trilha Sonora do Gueto como referências. “Esses caras que realmente relatam a verdade e o lado cruel da vida, deixando o ouvinte pensativo e atento, gerando em cada um o impacto de uma letra de verdade com um bom conteúdo”, afirma.

O momento do rap brasileiro não empolga tanto, com ressalvas. “O rap pra mim tem que ter um conteúdo que seja de fato relevante, que ao final da música você saia de uma maneira diferente e melhor do que era, o que não é muito fácil de se ver na atualidade. Ou então só estão me faltando boas referências mesmo”, pondera.

Eu pergunto por que crê que o queer rap e a música protagonizada por trans tenha ganho tanta força no mundo nos últimos tempos. “Creio pois é o que vejo… tantas pessoas LGBT+ que estão por aí se mostrando na mídia e literalmente arrasando com a cara do preconceito e da hipocrisia, pessoas que estão quebrando paradigmas, ajudando outras pessoas e tornando o mundo um lugar de pessoas mais gentis e empáticas, que saibam respeitar e viver de maneira pacífica, e fico extremamente feliz por fazer parte disso.”

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