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(Foto: reprodução/vídeo)

Intensidade é a palavra que vem à cabeça ao definir a vida de Elis Regina. Intensidade na música e em seus relacionamentos. Uma das maiores – e melhores – cantoras que o Brasil já teve deixa saudade até hoje e sua trajetória pode ser relembrada no filme Elis, do diretor Hugo Prata, que chega aos cinemas em 24 de novembro, e o Virgula assistiu nesta quarta, 9.

Andreia Horta está, digamos, perfeita no papel de Elis. A atriz interpreta e solta a voz do jeito mais fiel possível. Até seu sorriso lembra o da Pimentinha. E, o cabelo curtinho ao estilo Mia Farrow, esposa de Frank Sinatra, o faz ficar mais ‘idêntica’ à original. Gustavo Machado encarna o jeito ‘boêmio e mulherengo’ do produtor Ronaldo Bôscoli, primeiro marido da cantora, e Caco Ciocler se sai muito bem no papel do tecladista de fala mansa César Camargo Mariano, o segundo marido. Outras personas da vida de Elis, como Luís Carlos Miele, interpretado por Lúcio Mauro Filho (o Tuco de A Grande Família), Nelson Motta, por Rodrigo Pandolfo, e Lennie Dale, por Júlio Andrade, também estão representados no longa.

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(Foto: divulgação)

Além do vozeirão único, Elis também é muito lembrada por não ter papas nas línguas e falava o que vinha à cabeça, atitude que a colocou em apuros na época da ditadura militar e acabou prejudicando sua carreira: na França, a cantora disse que o Brasil estava sendo governado por um bando de gorilas, momento que foi tensamente – e intensamente – reproduzido no filme. Por isso, selecionamos algumas frases marcantes que estão no longa, e que farão você querer assisti-lo o quanto antes:

Observação: como é esperado, e foi reparado nos filmes Cazuza – O Tempo Não Para e Tim Maia – Não Há Nada Igual, Elis pega leve no quesito ‘drogas e álcool’, mistura que levou a cantora a ter uma overdose aos 36 anos de idade. Mas, isso é apenas um detalhe e não tira o brilho do filme; uma belíssima homenagem à maior voz feminina do Brasil.

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