Em 2013, os escoceses do Biffy Clyro lançaram Opposites, seu sexto álbum. Com o trabalho, a banda rodou o globo com shows sold out, estamparam as publicações gringas mais hypadas que existem e foram headliner do famoso Reading Festival, na Inglaterra, tocando para mais de 50 mil pessoas e dividindo o posto principal com Eminem, System Of A Down e Green Day. Estavam eles rumando ao topo do mundo? Não aqui no Brasil. Ontem, o grupo se apresentou para cerca de 400 pessoas em São Paulo, no Audio Club, “lotando” nem 1/3 da capacidade da casa.

Vir ao Brasil sempre é legal, divertido e tal para os artistas, pois também vale pela viagem. Mas como o grupo liderado por Simon Neil deveria se sentir? Brochado por tocar para gatos pingados (mesmo sendo fãs ardorosos), ou desafiado a conquistar um novo público? Pelo que se viu no palco da capital paulista, a segunda opção se aplicava bem mais a eles. E foi isso o que aconteceu. Com um setlist calcado no último disco, a banda quis mesmo mostrar porque é enorme lá fora, e não economizou nos esforços e vontades. Competência a banda tem de sobra. Quem estava lá pôde encher a boca e cantar Different People, Black Chandelier e Biblical pela primeira vez ao vivo. Foi bonito.

Biffy Clyro e seus milhares de fãs no Reading Festival:

Interessante pensar que quase todos os discos do Biffy Clyro foram lançados no Brasil, mas pelo visto, poucos foram encontrados nas prateleiras. Sua música é de fácil entrada, chiclete e conquistaria na primeira leva muitos fãs de Foo Fighters e ouvintes da 89 Rock, mas ela também não encontrou espaço por aqui. Se em 2008 o Muse tocou no HSBC Brasil pela primeira vez em São Paulo para uma singela quantia de fãs, e anos depois estavam fechando uma das noites do Rock in Rio, com ingressos esgotados, quer dizer que ainda há esperança para o Biffy Clyro em nosso país. Só esperamos que não demore muito para percebê-los.

 

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