O mundo todo está de olho na Copa do Mundo, então nada mais justo do que fazer um BOILER ROOM BRAZIL x SKOL BEATS bem no meio desse clima de festa, certo?

Nesta segunda-feira (16), a terceira session BOILER ROOM BRAZIL x SKOL BEATS traz para você, das 21h às 24h, os DJs pioneiros Mau Mau e Magal, o duo VCO ROX (formado por Dudu Marote e Paula Chalup) e o francês Agoria. O evento tem transmissão ao vivo pelo site www.skolbeats.com.br para o mundo todo.

Projeto de música de pista mais cool do mundo, o Boiler Room fechou uma parceria com Skol Beats para uma série especial de eventos no Brasil, que começou com o incrível DJ Marky, tocando diretamente da casa dele, e depois levou os DJs do coletivo Metanol mais a dupla Gaturamo para se apresentarem na Skol Factory. As duas sessions estão disponíveis neste link.

O projeto em que DJs são convidados para tocar para poucas pessoas, sempre ao vivo, com transmissão pela internet (LiveStream), foi lançado em 2010, em Londres, e hoje rola em várias partes do mundo.

Um dos DJs mais importantes do país, Mau Mau conta que ficou superfeliz com o convite para tocar. “O Boiler Room hoje se tornou uma vitrine mundial, vai levar meu trabalho para um público que talvez nunca tivesse a oportunidade de me ouvir. É muito gratificante, uma excelente ferramenta! Estou muito feliz em participar, ainda mais ao lado de amigos profissionais que tanto admiro, como Dudu Marote, Paula e principalmente o Magal, que foi uma das grandes influências na minha carreira. Ele e o Marquinhos MS foram os primeiros DJs em que prestei atenção e que comecei a seguir”, diz o mestre, que estreou tocando no clube Madame Satã, no final de 1986, ainda menor de idade.

Além de ter sido informalmente professor de toda uma geração de DJs, Magal é atualmente professor de discotecagem no curso de Produção Fonográfica da faculdade Anhembi Morumbi e diz que não esperava o convite. “Fiquei muito emocionado e feliz. É bem legal ter seu trabalho reconhecido e poder mostrar isso ao mundo todo. Será uma experiência fantástica”, diz o pioneiro, que em 2013 completou 30 (triiinta!) anos de discotecagem.

“Vou fazer uma hora de set. Eu gostaria muito de poder tocar todas as coisas que me influenciaram, mas não vai dar tempo. Mas, assim como tenho feito nos meus sets atuais, vou aproveitar para tocar minhas referências. São músicas atuais, porém carregadas de influências de toda a minha carreira. Vai ter muita acid house e tech-house”, adianta.

ODE AO VINIL

Mau Mau e Magal prometem fazer uma espécie de ode ao vinil, usando apenas bolachas de verdade – e não os vinis “ocos” dos programas que transferem música digital do computador para os discos, tão populares atualmente.

“Vou tocar apenas vinil, algo raro hoje em dia. O foco serão produções com tiragem limitada ou que não foram lançadas em formato digital. Estou separando também lançamentos nacionais raros, como o single do falecido DJ Alfred São Paulo 15 graus, que, para mim, faz parte da história da música eletrônica brasileira. Nunca deixo um set pronto, prefiro ir tocando de acordo com o clima que rola no dia, vamos ver o que acontece”, se diverte Mau Mau.

Apesar da longa estrada, Magal diz que sempre dá um frio na barriga antes de um set. “Sempre rola (um frio na barriga). Ainda mais desta vez, que vou tocar com vinil. Sempre dá um medo de errar. É uma grande responsabilidade”, diz, com humildade, o professor.

Os dois DJs também se orgulham de terem acompanhado vários movimentos e momentos da cena nacional. Ambos participaram, por exemplo, de várias edições do Skol Beats, festival pioneiro da música eletrônica que aconteceu entre 2000 e 2008.

“Vejo o Boiler Room como um misto dos formatos de festival e de clube, já que o espaço onde vou tocar será mais intimista, com poucos convidados, porém terá transmissão para o mundo todo. Será incrível!”, diz Mau Mau.

Para os dois tops, a cena eletrônica nacional está passando por uma ótima fase. “Nunca tivemos essa quantidade de clubes, bares, eventos, festivais, blogs, revistas, sites, escolas e cursos. Nos meus 27 anos de carreira não presenciei tantas oportunidades. Quem reclama não sabe ou não se lembra de como era. O que acontece é que a noite, em qualquer parte do país, é mutante, sempre há uma troca de público, de moda e estilos musicais, e isso, às vezes, é malvisto pelos mais conservadores. As pessoas se identificam com um determinado formato e, quando há uma mudança, simplesmente não acompanham e começam a falar mal”, analisa Mau Mau.

Para Magal, este momento é importante para valorizar o trabalho dos DJs nacionais. “Eu acho importante chegar lá e tocar com vinil. Mostrar como era quando nós começamos. Lá fora as pessoas respeitam muito o nosso trabalho, mais do que ele é respeitado por aqui. Vamos mostrar que a coisa é muito mais séria do que parece, que isso não é uma brincadeira. É um longo trabalho de pesquisa que, quando feito com seriedade, é valorizado. É um trabalho, não um hobby”, finaliza Magal.

É, este BOILER ROOM BRAZIL x SKOL BEATS não está dando frio na barriga só nos DJs. 

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