O discurso de autoestima e aceitação do próprio corpo não é uma novidade, ainda mais quando direcionado a adolescentes; mas quando ele consegue percorrer todo o caminho até o top 10 da Hot 100 da Billboard, principal parada americana, este é um fato a ser comemorado, vocês não acham? Então, por favor, conheçam Meghan Trainor. Com 20 anos, a cantora-compositora alcançou nesta semana o oitavo lugar da Hot100 com a sua faixa All About That Bass.

É praticamente automático você se apaixonar por essa música, no maior estilo rockabilly, que quer deixar bem claro que não importa nem um pouquinho qual o número da sua calça jeans: é só você saber dançar direitinho, aproveitando e se divertindo com todo o seu corpo — que é perfeito em cada centímetro, da cabeça aos pés. Aí você junta isso com aquele clipe cheio de cores pastéis e fofura e pronto: tá aqui um ótimo hit chiclete, pra dar aquele up diário na autoestima.

E ainda tem Sione Maraschino, celebridade do Vine, arrasando na coreografia e dando um chega pra lá numa modelo magrela:

Ok, essa é a parte em que a gente te desafia a conseguir tirar essa música da cabeça!

Megan nasceu e cresceu em Massachusetts, e foi influenciada pela música desde cedo. Ela participava de uma banda com o tio, o irmão e o pai, que sempre a incentivou a compor. Os pais a levavam a vários festivais de composição e em um deles, no Colorado, ela assinou contrato com uma produtora de Nashville, com só 18 anos. Quando ela chegou com All About That Bass, conseguiu um acordo de gravação com A Epic Records para o seu primeiro álbum — que chega às lojas ainda este ano. “Ele está quase pronto”, a garota contou para a Entertainment Weekly. “Ele é bem único e diferente de tudo o que você pode ouvir por aí. E é isso que eu amo nele. Tem umas coisas antigas, mas eu coloquei um pouco de reggae e letras inteligentes e divertidas, e melodias que pegam. Acho que ele vai ser bom”.

“As garotas me mandaram, tipo, ensaios sobre como elas odiavam a vida delas e odiavam a elas mesmas por causa dos seus corpos e de como as pessoas as tratavam. E elas disseram que ouviram a minha música e disseram ‘Esquece, eu vou amar a mim mesma’. É insando. Elas me mandam imagens e vídeos delas dançando a minha música. É maravilhosa”, ela comemorou na mesma entrevista.

A cantora explicou para a Billboard que escreveu All About… por ela mesma: “Eu sempre lutei com a imagem do meu corpo, desde que eu era muito nova”.  Ela acrescentou, ainda, que a sua melhor amiga, “uma deusa da beleza”, sempre fica implicando com o que vê no espelho. “Então, se outras garotas conseguem se relacionar com a música, isto faz com que eu me sinta ainda melhor. É irreal, eu meio que estou ajudando as pessoas”. Fofa, né?

Meghan ainda contou o quanto a sua mãe (“Minha mãe me disse para não me preocupar com o meu tamanho”, ela canta em All About That Bass) a ajudou a atingir a aceitação do próprio corpo, algo um tanto quanto difícil considerando todos os padrões de beleza onipresentes em cada revista, canal de televisão e clipe de música: “Ela está sempre me dizendo ‘você é maravilhosa’. As garotas destroem a elas mesmas na frente do espelho, ‘Eu não pareço tão legal quanto todo o mundo, eu não posso usar isso’, mas ela [a sua mãe] fica, tipo, ‘Você precisa parar com isso, você é maravilhosa’. Então eu parei”. Uma fofura, né?

Quando perguntada pela Cosmopolitan se ela se considera feminista, Meghan respondeu: “Feminista tipo, o poder da mulher? É, eu acho que sim. Eu só acho que as mulheres precisam amar a elas mesmas mais do que elas amam. Porque eu acho — com toda essas coisas de mídia social — que nós olhamos muito para nós mesmas e nos destruímos, sendo que somos muito mais legais do que achamos”.

E aí, quer ir com a gente tirar a carteirinha do fã-clube da Meghan Trainor?


 

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