Segunda-feira, casa pouco lotada, indies e descolados. Tão cool quanto o desgrenhado cabelo de Tim Burgess, vocalista do Charlatans, foi a primeira noite da versão paulista do Abril Pro Rock. Nada combinando com os ociosos e bem trajados barmans (cerveja a R$4) e as insistentes lanternas dos seguranças do Olympia.

A abertura ficou a cargo dos cariocas do Los Hermanos. O show foi um passeio pelas músicas do álbum ‘Bloco do Eu Sozinho’, trabalho que tirou a banda das paradas e a colocou nos braços da cena independente. Nada de Anna Júlias e afins, de hits só ‘Todo Carnaval Tem Seu Fim’. Depois de uma apresentação curta, Marcelo Camelo e companhia se despediram para a entrada do Charlatans.

Quando as luzes se apagaram e uma versão remix de “You’re so pretty -we’re so pretty” começou a tocar, o público correu ao centro da platéia para ouvir ‘Love is The Key’, que abriu o show do Charlatans em São Paulo.

Falsetes, gaitas, cabelo desalinhado e com reflexos, saudação heavy metal, ‘obrigadou’ em português – Tim Burgress fez de tudo um pouco em sua apresentação.

A primeira parte do show foi mais pesada, com predomínio de canções do último CD, Wonderland, entre elas: ‘Judas’, ‘A Man Needs To Be Told’ e ‘I Just Can’t Get Over Losing You’.

A medida que as baladas do álbum Melting Pot – ‘The Only One I Know’, ‘One To Another’ e ‘Weido’ – começaram a rolar o público se soltou e passou a dançar junto com a banda.

Ao fim do bis, Burgess deixa o palco e sobre ele ficam apenas o teclado de Tony Rogers, a guitarra de Mark Collins, o baixo de Martin Blunt e a bateria de Jon Brookes para terminar a primeira noite do Abril Pro Rock com uma verdadeira ‘piração’ sonora.

Sem mais artigos