(Foto: Renata Molina) Riviera Gaz

Gustavo Riviera é figura conhecida no cenário roqueiro e underground brasileiro. Fundador, vocalista e guitarrista do Forgotten Boys, banda em que atua desde 1997, o músico acaba de lançar Connection, primeiro álbum de sua nova empreitada musical, a Riviera Gaz.

Acompanhado pelo baixista Paulo Kishimoto (que toca teclados no Forgotten Boys e na banda de Pitty), Gustavo buscou um reforço internacional e muito especial para compor o trio: Steve Shelley, baterista da lendária banda nova-iorquina Sonic Youth, referência para qualquer músico que presenciou o estouro do grunge e da cena alternativa norte-americana na década de noventa.

“Steve é um grande baterista, com uma bagagem. Ele saca bem rápido a intenção de cada música, participa nas criações, tem um estilo de tocar muito único”, diz Gustavo em exclusiva ao Virgula, e explica como se conheceram: “Um amigo em comum de nós três, que é fotógrafo em Paris, nos colocou em contato. Nós conversamos sobre gravar 4 músicas para um EP, ele escutou a demo e topou. Gravamos e então começamos a fazer turnês, mais gravações, curtir a companhia e ser uma banda”.

Lançado pela gravadora Hearts Bleed Blue, a sonoridade de Connection, como não poderia ser diferente de acordo com as influências dos músicos, remete a bandas clássicas do rock como The Kinks, The Stooges, T. Rex, Velvet Underground, Ramones, Beatles e Rolling Stones. Com uma levada ‘sonicyouthiana’, óbvio.

Gustavo procura deixar claro: “Não temos a intenção de parecer o Sonic Youth, nem mesmo o Forgotten Boys. Mas acho que os fãs de Sonic Youth podem se interessar pela banda. É rock!”. 

Confira a conversa completa:

(Foto: Renata Molina) Riviera Gaz

Virgula: Como surgiu a ideia e a oportunidade de chamar Steve Shelley para a banda?

Gustavo Riviera: O projeto era meio solo-acústico. Eu estava fazendo sozinho e aí senti a necessidade de montar uma banda mesmo e dividir o bolo. Um amigo em comum de nós três, que é fotógrafo em Paris, nos colocou em contato. Nós conversamos sobre gravar 4 músicas para um EP, ele escutou a demo e topou. Gravamos e então começamos a fazer turnês, mais gravações, curtir a companhia e ser uma banda.

Como foram as gravações com Steve? 

Foram demais! Gravamos as sessões em São Paulo, em três momentos, em três estúdios diferentes, os três gravando juntos e ao vivo durante os dias livres das turnês que fizemos. 

No que Steve  contribuiu às músicas que outros bateristas não fariam igual? Qual é o diferencial dele?

Acho que qualquer baterista ou qualquer músico tem as suas características, e isso vai influenciar nas músicas. Ele saca bem rápido a intenção de cada música, participa nas criações, tem um estilo de tocar muito único. Steve é um grande baterista, com uma bagagem gigante, e é ‘mó’ gente fina.

Capa de Connection

Musicalmente, o que diferencia o Riviera Gaz do Forgotten Boys?

O Forgotten Boys tem uma história de 20 anos, já é enraizado no próprio estilo, esquema proto punk e tal. Tem uma intenção resolvida. No Riviera Gaz somos um power trio, fica bem aparente como cada um atua nas músicas. O Riviera Gaz experimenta mais nas intenções. Umas composições podem ser mais cruas e outras mais obscuras. É outro som.

Você acha que os fãs de Sonic Youth podem se interessar pelo Riviera Gaz? 

Pode ser. Não tenho essa expectativa. Mas acho que podem se interessar, sim. É rock. Não temos a intenção de parecer o Sonic Youth, nem mesmo o Forgotten Boys.

A turnê de divulgação de Connection começa em 29 de junho no Chile e passa pelas cidades de Santiago, Concepcion e Valparaiso. No Brasil, os shows acontecem em Belo Horizonte, Maringá, Londrina, São Paulo e Campinas.

Confira as datas:

29/06 sexta-feira: Santiago (Bar Loreto) – Chile
30/06 sábado: Concepcion (Casa De Salud) – Chile
01/07 domingo: Valparaiso (Ex Carcel) – Chile
03/07 terça-feira: Belo Horizonte / MG (A Obra) – Brasil
05/07 quinta-feira: Maringá / PR (Tribos Bar) – Brasil
06/07 sexta-feira: Londrina / PR (Maximo Villa) – Brasil
07/07 sábado: São Paulo /SP (Sesc Belenzinho) – Brasil
08/07 domingo: Campinas/ SP (Bar Do Zé) – Brasil

 

 

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