Clarice Falcão é a nova estrela pop da música nacional. Ela tem fãs bons de garganta, letras nas pontas das línguas e – assim como Justin Bieber ou Mallu Magalhães – é fruto da internet. Aos 23 anos, a recifense, que também atua como roteirista, comediante, produtora e atriz, lotou a casa de shows Cine Joia, em São Paulo, na noite deste sábado (31), para um misto de stand-up e apresentação musical de seu primeiro álbum, Monomania, lançado em abril.

Usando um look perfeito para dias cinzentos na capital paulista: capa de chuva e guarda-chuva, Clarice subiu ao palco às 21h30, para um show de exatos 60 minutos, com espaço para piadas sobre seu trabalho e infância, além de recados endereçados ao deputado e pastor Marco Feliciano, com quem travou uma recente batalha por seu trabalho como comediante no programa Porta dos Fundos.

Recebida com grande entusiasmo, a jovem cantora – que no palco aparentava certa timidez e nervosismo – abriu o show com as canções Eu esqueci Você, O que eu bebi e Um só, todas acompanhadas por palmas e entoadas em coro pelo animado público – em sua maioria formado por jovens casais e garotas gays.

“Boa noite. Estou muito feliz em fazer esse show e tenho uma história para contar. Eu morei em São Paulo, durante um ano, quando tinha cinco anos de idade. Era apaixonada por um garoto, que gostava da minha melhor amiga, que por sua vez adorava o garoto de uma série acima da nossa. Tudo depende da forma como olhas para as coisas, mas existe sim amor em SP”, disse, em referencia ao hit do rapper paulistano Criolo, Não Existe Amor Em SP, antes de apresentar a conhecida De todos os loucos do mundo.

Em seguida, Clarice mostrou Fred Astaire, Austrália, música escrita para o curta-metragem Laços, de Flávia Lacerda, quando a cantora tinha apenas 16 anos, A dona da história, Macaé e Essa é para você, que ficou famosa em um episódio que gravou com seu namorado, o ator Gregorio Duvivier, para o programa Porta dos Fundos.

“Faço muitas coisas ao mesmo tempo, mas acho que meu trabalho está rendendo. Meu maior presente foi receber uma ameaça de processo do pastor Marco Feliciano. Confesso que isso me encheu de alegria. Na minha religião, a coisa mais sagrada do mundo é as pessoas poderem amar quem elas quiserem. Isso é sagrado para mim e é o que precisa ser respeitado”, afirmou, antes de mostrar Qualquer negócio.

Com músicas curtas e rápidas, o espetáculo, que conta com a direção de João Falcão, pai de Clarice, ganhou ares de teatro. Entre uma faixa e outra, a cantora exibe seus dons humorísticos e faz piadas com o próprio trabalho. Antes de apresentar a última música, brincou com a plateia: “Eu estava li no camarim pensando que, caso vocês gostem do show, poderiam aplaudir assim que sairmos do palco. Nós vamos ouvir e combinar de voltar para apresentar mais três músicas, assim, de improviso. Pensei em dar um nome para esse tipo de coisa, gostei de bis, afinal, eu adoro chocolate”.

No retorno, Clarice apresentou A gente voltou, Capitão Gancho e Monomania, que dá nome ao disco e encerrou a apresentação. “Muito obrigada por uma noite incrível. Vocês são demais”, disse ao se despedir. A cantora segue em turnê pelo Brasil, neste sábado (7), ela se apresenta em Curitiba, no Centro de Convenções da cidade.

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