No estúdio Traquitana, QG da big band Bixiga 70, o nome de Thiago Galego circula como uma das apostas fortes para 2014. Com referências múltiplas, que vão do rock oitentista à balada romântica, passam por Jorge Ben e Tom Jobim, ele é a cara da nova música brasileira. 

Ouça Galego

Galego começou a ficar conhecido na cena paulistana organizando a Apê 80, festa que apresentou nomes como Tulipa Ruiz, Curumim, Los Pirata, Filipe Catto, Pélico e Bárbara Eugênia, além dos veteranos Rogério Skylab e André Abujamra.

O contato com outros músicos, com certeza abriram as portas para que Galego passasse a circular no meio para firmar parcerias, como a estabelecida com Cris Scabelo e Mauricio Fleury, ambos do Bixiga 70, que estão produzindo o primeiro álbum oficial de Galego. 

Leia a entrevista concedida ao Virgula Música.

Como apresentaria a si mesmo para alguém que gosta de música brasileira alternativa, mas que ainda não te conhece?

Rapaz, esse negócio de se apresentar é difícil, né? Depende do meio, se for pela internet mando um link, se tiver um violão por perto toco um som, se tiver show próximo, convido… Enfim, o lance é ser ouvido, e o disco tá quase aí. Mas dá pra dizer que eu faço canções que passeiam por muitos estilos diferentes, que falam dos transes atlânticos e que são boas de cantar e de dançar.

Quais são as vantagens e desvantagens em ser considerado uma aposta?

Depende do investimento, vê só o Paris Saint Germain gastou uma nota contratando o Lucas, uma das grandes apostas do futebol brasileiro e o cara parece que não tá muito bem. No meu caso acho que a taxa de risco é menor. De qualquer forma, eu tenho encontrado pessoas que me ajudam e me inspiram bastante.

Quem são seus heróis musicais?

São muitos, eles costumavam tocar bossa nova, samba, samba rock, soul, funk e rock`n roll.

Crê que rock e música brasileira estejam em processo de fusão? O que cada gênero tem a ganhar com esse diálogo?

Fusão é liga, mistura, coalizão, dissolução, pode ser ótimo. Mas também pode ser aliança, aí fica um pouco mais complexo. No caso do rock e da música brasileira acho que levam graciosamente um duradouro relacionamento aberto.

Quais serão as principais diferenças entre seu trabalho anterior e o que você está gravando no Traquitana? Já tem nome e data pra sair?

A diferença é que as minhas músicas que estão disponíveis no Soundcloud foram produzidas inteiramente por mim na minha casa, com poucos recursos e com desprendimento. A repercussão que teve meu trabalho até então se deu em função dessas músicas e dos shows que fiz. Agora estou gravando oficialmente meu primeiro disco num estúdio legal, com uma turma muito boa. O disco está sendo gravado no estúdio Traquitana e sendo co-produzido com o Cris Scabelo e o Mauricio Fleury, ambos da banda Bixiga 70. Já tem nome e será lançado maio.

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