Wendy Carlos, Pink Floyd, Daft Punk e Giorgio Moroder

Montagem/Reprodução/Facebook Wendy Carlos, Pink Floyd, Daft Punk e Giorgio Moroder

Inventor, músico e engenheiro, o norte-americano Robert Arthur Moog criou junto com Herbert Deutsch o sintetizador Moog e o apresentou em um congresso em 1964. O uso da máquina revolucionou toda música e se tornou um som característico. “O Moog sempre será o rei dos sintetizadores”, afirma construtor de sintetizadores, músico e produtor Arhur Joly. Nesta sexta (21), a morte do pioneiro completa dez anos e nós levantamos alguns artistas, bandas e produtores que utilizaram  o instrumento.

Os sintetizadores modulares, cujos modelos mais conhecidos são da marca Moog, são instrumentos analógicos em que diferentes partes dele se conectam por meio de arranjos (patchs). Seu som, resultado do controle de voltagens e do formatos de ondas e diversas combinações estiveram por trás da sonoridade de produtores como Giorgio Moroder, que o utilizou para construir os hits da rainha da disco, Donna Summer, e Brian Eno, que ajudou David Bowie a explorar novas sonoridades na trilogia de Berlim.

Ainda percebe-se a influência do Moog em Pink FloydKraftwerk,  Donna Summer, Tangerine Dream, Vangelis, Jean Michel Jarre e Depeche Mode. “Todos os baixos do primeiro e famoso disco da Alanis Morrissette foram feitos com um mini Moog”, exemplifica Joly, sobre o uso do instrumento no pop.

Ele também argumenta que a influência n0 rock vai além de Pink Floyd e Tangerine Dream. “Além do rock progressivo, bandas como os Beatles flertaram e eternizaram o Moog em algumas faixas. George Harrison tem um disco obscuro todo produzido em Moog modular”, diz

Já entre a música eletrônica, o sintetizador está nos flashbacks, no som dos robôs do Daft Punk e na EDM. “Certamente os Chemical Brothers e todos os artistas que produzem música eletrônica de verdade têm um Moog no estúdio”, afirma.

O Professor Pardal brasileiro destaca também Wendy Carlos, artista antes conhecida como Walter Carlos. “O marco foi o Switched on Bach (1968), do Walter Carlos. Depois, gosto de todas as produções “switched on” que surgiram. Até o The Moog Cookbook da década de 90 é sensacional”, aponta.

Love to love you, Moog!

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