Neste ano, eles teriam larga chance de ter abocanhado o Grammy de Artista Revelação, não fosse a indomável Amy Winehouse ter concorrido na mesma categoria. Liderado por Hayley Williams, 20, vocalista de coloração capilar vermelho intenso e domínio de palco exemplar, o Paramore (significa “amante secreto”) tem feito barulho como ás da gravadora Fueled by Ramen, da Flórida, culpada também pelo recrutamento de bandas como Panic! At The Disco, Gym Class Heroes e Fall Out Boy.

Indicada ao VMB deste ano na categoria Artista Internacional, a banda chega ao Brasil pela primeira vez no próximo outubro, para apresentações nos dias 23 (São Paulo, no Credicard Hall), 24 (Rio de Janeiro, no Citibank Hall) e 25 (Porto Alegre, no Teatro Bourbon). Na crista da repercussão do álbum RIOT!, cujo sucesso foi alavancado pelo single carro-chefe Misery Business, eles têm impactado tanto teens sedentos pelo mais novo barato emo quanto fãs mais maduros de pop rock, dado o vigor de Hayley, espécie de Gwen Stefani adolescente inspirada por Robert Smith (do Cure) e Etta James, e de seu esquadrão de gatinhos músicos, integrado pelos irmãos Zac (bateria) e Josh Farro (guitarra) e Jeremy Davis (baixo). Quando a trupe sobe aos palcos, não dá para ficar indiferente.

Tal reconhecimento, calibrado por turnês européias e shows ao lado de bandas já mais tradicionais do cenário pop rock norte-americano, como o Simple Plan, tem gerado dividendo alto para o quarteto. Um dos mais recentes foi o convite para fazer show no VMA deste ano. “Foi uma loucura”, contou Josh Farro ao Virgula sobre a premiação, por telefone. “Estressante, superlotado, com todos os horários tendo que ser cumpridos com precisão. É pressão 100% do tempo. Tinha tanta gente, com um clima era de tamanha confusão, que teve até segurança que se confundiu e expulsou nossa banda do prédio”, revelou. Na expectativa para a passagem dos promissores roqueiros pelo Brasil, trocamos mais algumas idéias com Josh. Confira no bate-bola a seguir.

É contraditório uma banda ser pop e punk ao mesmo tempo?
Talvez. Nossa banda não é punk. É mais pop mesmo. De qualquer forma, entendo que algumas pessoas nos chamem de punks, já que somos uma banda cheia de energia e temos toda essa loucura rolando no palco.

Comparações do Paramore com Avril Lavigne e Kelly Clarkson procedem?
Acho que nos comparam com gente como Avril Lavigne e Kelly Clarkson só porque temos uma cantora à frente da banda. Mas não soamos nada como elas. Nós somos uma banda, em primeiro lugar. Uma banda de rock. Mas se quiserem nos comparar, beleza, podem ficar à vontade. Minha opinião, de qualquer forma, é a de que não soamos como nenhuma outra banda.

O sucesso de RIOT! demora para chegar?
Acho que temos que ir com calma. A gente nunca esperou conquistar tamanha fama. O RIOT! definitivamente um divisor de águas. Assim que concluirmos esta turnê, vamos tirar um tempo de folga para pensar no próximo álbum. A concepção de um álbum é sempre um processo lento e que exige algum foco. Temos que desacelerar, então, para que possamos nos concentrar nisso.

Antes disso, vocês devem lançar uma canção na trilha da versão para o cinema do livro Crepúsculo (“Twilight”). Como rolou a criação da música?
A Hayley, que é muito fã de Crepúsculo, se envolveu bastante com o projeto, escolhendo inclusive o nome da música, Decode. Trabalhamos na canção e a equipe que desenvolveu a trilha-sonora adorou o resultado. Ficou um som mais sombrio e pesado do que costumamos apresentar normalmente nos nossos álbuns. A música vai ser lançada no começo de novembro.

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