O novo projeto de Jimmy London no novo ciclo do rock com Rats

Destemido, sagaz, renovado, inteligente, cíclico… estes são alguns dos adjetivos que podem definir Jimmy London e o seu novo projeto de rock and roll na veia junto ao Rats, sob a influência do irish punk.

“Aquela ideia de banda tá de volta”, conta Jimmy ao telefone, relembrando um pouco dos momentos com o Matanza, a famosa banda de heavy metal formada em 1996 no Rio de Janeiro e, digamos, pausada em 2018.

“O rock and roll é cíclico, cara. Tem multifacetas. Resolvi retomar alguns projetos e me juntei ao Rats ou eles se juntaram a mim. Estamos aí de volta à pegada que gostamos”, explicou o vocalista.

Jimmy não é daqueles que se apega a rótulos. “A gente nem fala que é uma banda. Falamos que é um projeto. É tanta coisa misturada, aquela loucura sadia, mas de cada um sabendo o que faz”.

Jimmy & Rats lançaram no último dia 26 de março o primeiro álbum do projeto, intitulado “Só há um caminho a seguir”. “Nunca tive tantas armas à disposição para poder fazer a revolução. O resultado é essa bagunça violenta de várias vozes cantando nossas jornadas para encontar nosso público”, destaca.

O novo projeto é uma “mistureba”, como frisou Jimmy. Há composições dele, desde músicas que não foram usadas na época do Matanza, do baixista Bruno Pavio e dos guitarristas Fernando Oliveira e Kito Vilela.

“Esse disco diz muito sobre quem é a gente na música. Tem canções de dez anos atrás, tem canções de agora. Tudo está solto e conectado ao mesmo tempo. Mas pode ter certeza que a gente sempre se entende na hora do ‘vamo’ ver”.

O Jimmy London ator

Para quem ainda não sabe, Jimmy London não fica preso somente a um projeto. O multihomem também é ator, e não nas horas vagas, mas profissionalmente. Além de ter dado um show na série “Cidade Invisível”, aclamada pelo público e um acerto da Netflix no Brasil, ele já se prepara para mais.

“Cidade Invisível foi bem para desanuviar a cabeça, entende? Tava precisando de novos horizontes após o Matanza. Pulei nessa e deu certo”.

Juro que tentei tirar de Jimmy os novos projetos que vêm por aí nas telas de entretenimento, mas não consegui. Pelo menos adianto que ele está escrevendo livro. “É uma coisa sempre a mais pra mim. Me faz bem”, explica.

Jimmy e os influenciadores do mundo do rock

“Elvis e o meu pastor e nada me faltará. A admiração por Elvis Presley é inegável. Apesar de tecer dificuldades para escolher os nomes que mais o influenciaram, a lembrança do norte-americano é a primeira.

Motohead é a banda que Jimmy busca identificar como preponderante na sua formação. “Tem uma importânica inegável na minha trajetória. Aquela figura do Lemmy (vocalista) como anti-herói é algo que sempre me fez ver o rock com bons olhos e forma de protesto”.

Apesar de pedir três nomes, dou espaço a Jimmy para não ter de escolher entre os lendários Johnny Cash e Bob Dylan. “Obrigado. Não teria como colocar um à frente do outro”. Lendário é como gostaria de adjetivar Jimmy London ao fim desta matéria. Mas como reconhecimento no Brasil não é para todos, fica a dica para você curtir mais do trabalho deste fenômeno do rock nacional, agora junto ao Rats. Até mais…

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