O destino (e a produtora XYZ) quis que Diana Ross se apresentasse em São Paulo na noite desta terça-feira (25), em São Paulo, bem no aniversário da morte de um de seus maiores fãs, Michael Jackson.

Aos 69 anos, a cantora tem credenciais de sobra para colocá-la no panteão das maiores vozes da história da música. Além da bombástica carreira solo, Diana integrou um dos grupos mais importantes da Motown, The Supremes, e foi um norte na carreira do Rei do Pop – era notório que suas primeiras plásticas no nariz foram feitas com a intenção de ficar parecido com ela.

Qualquer fã de música daria um rim para estar no Espaço das Américas – e praticamente tinha que vender um para comprar um dos salgados ingressos – para ver a diva da soul music. Só que São Paulo pode ser uma cidade bem estranha, e ao invés de fãs malucos para ouvir hits como Upside Down, I’m Coming Out, Baby Love e tantas outras faixas que fazem o coração de quem gosta de soul acelerar, muita gente caída do paraquedas estava por lá.

Dividindo a mesa (sim, o show da diva da disco/soul music era “sentado”) com a reportagem do Virgula estava uma moça bonita, na faixa dos 20 anos, que soltou esta pérola logo nos primeiros acordes de I’m Coming Out, übberhit de Diana que se tornou hino gay: “Como chama mesmo a mulher?”. A pergunta foi lançada à amiga, que respondeu com um astuto: “não faço a menor ideia”. Antes que acidentalmente jogasse meu drinque no colo da brilhante dupla, mudei de mesa.

Com o salão pomposo da casa de shows com pouco mais da metade da lotação, Diana subiu ao palco com um vestido vermelho com muitas camadas, vestida para matar. A voz doce e potente só não penetrava mais na alma por culpa do som, de volume só não mais comedido que a plateia.

Com o telão desligado, não dava para ver exatamente como os anos trataram o rosto delicado da diva, mas o visual realmente não era o forte da noite. As projeções no fundo do palco mais pareciam um descanso de tela do Windows 98, às vezes alternando para uma ou outra imagem mais “ousada”, que lembravam gotas de água sobre um retroprojetor.

Um show vintage, na concepção mais literal da palavra, sem “viadagem” nenhuma. Banda competente, cantora diva de voz potente e cristalina, palco seco. A única mudança que se via eram as trocas de figurino (foram seis) de Diana, que alternou looks brilhantes e vestidos de princesa da Disney.

Enquanto cantava Upside Down, e nós mortais desejávamos muito uma pista de dança decente, Diana soltou a primeira fala à plateia: “Por que vocês não estão se mexendo? Vocês podem sentir a música?”.

Veja Diana Ross em Upside Down

Aos poucos a plateia foi desabotoando os botões do colarinho e enrolando a manga da camisa. Sob o comando de Diana, aposto que até a moça que não sabia em que show estava deve ter soltado alguns gritinhos animados.

Diana pediu que a produção acendesse as luzes da plateia: “Quero ver vocês”. Como se chamasse um oponente pra briga, ela olhou nos olhos de quem estava lá, tipo “agora eu pego vocês”. E mandou o combo realmente matador Love Hangover, Take Me Higher e Ease On Down The Road. Diana venceu a briga, mas quem ganhou fomos nós.

Nesta quarta-feira (26) tem mais. Venda um rim se precisar, mas vá.

Veja o setlist do show  

1- I’m Coming Out

2- More Today Than Yesterday

3- Where Did Our Love Go?

4- Baby Love

5- Stop! In The Name Of Love

6- You Can’t Hurry Love

7- Touch Me In The Morning

8- Love Child

9- The Boss

10- It’s My House

11- Upside Down

12- Love Hangover / Take Me Higher / Ease On Down The Road

13- The Look Of Love

14- Don’t Explain

15- Why Do Fools Fall In Love

16- Theme From Mahogany (Do You Know Where You’re Going To?) / Ain’t No Mountain High Enough

17- I Will Survive

18- Reach Out And Touch (Somebody’s Hand)

SERVIÇO

Show de Diana Ross em São Paulo

Nesta quarta-feira, 26 de junho

Local: Espaço das Américas

Classificação Etária: 14 anos

Horário show: 21h30

Abertura de portões: 19h30

Vendas: Livepass

Ingressos:

Setor azul Premium – R$ 760 (meia R$ 380)

Setor azul – R$ 720 (meia R$ 360)

Setor azul lateral – R$ 670 (meia R$ 335)

Setor amarelo lateral – R$ 650,00 (meia R$ 325)

Setor Verde – R$ 460 (meia R$ 230)

Setor branco – R$ 320 (meia R$ 160)

Camarote R$ 500 (meia R$ 250)

Portador de Necessidade Especial

PNE R$ 420 (meia R$ 210)

Livepass, postos de venda e outras informações: 

http://www.livepass.com.br/diana-ross/

Call Center: 4003-1527 (custo de ligação local + impostos)

Horário de funcionamento: de segunda-feira a sábado – das 9h às 21h

Formas de pagamento: Cartões de crédito VISA, Mastercard, Diners e AMEX.

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