Somando quase 50 anos de carreira, Gal Costa acredita que ainda há muito o que inovar. “Tenho muito gosto pelo novo, por tudo que me instiga. Faz parte da minha essência. A sensação de lançar um projeto sem medo, de gostar do risco… Isso só enriquece a vida do artista”, afirma a cantora em entrevista ao Virgula Música, sobre o lançamento de seu mais recente projeto, Recanto Gal Ao Vivo, que chegou às lojas esta semana nos formatos CD e DVD.

Dirigido e produzido por Caetano Veloso, o álbum Recanto, que serviu de base para o registro ao vivo, colecionou boas críticas, prêmios e deu uma nova cara ao trabalho de Gal. “Nunca deixei de fazer música, mas há quase dez anos não lançava um novo projeto. Tenho um carinho especial por Recanto que, de certa maneira, marcou um retorno”, conta a cantora sobre o trabalho lançado em 2011, sem deixar de mencionar seu parceiro de longa data. 

“Caetano é um querido amigo, um músico e pessoa sem igual. As composições dele sempre me tocaram e sempre vão me tocar. Ele compõe para mim como ninguém”, diz Gal. O resultado do trabalho é uma aventura por sonoridades que transitam entre o violão acústico, o funk carioca, a música eletrônica e o uso de autotune, linguagem que aproximou Gal do público mais jovem. “Esse disco atingiu muito a garotada, e amo isso. Fico muito feliz de ver o público jovem se aproximando mais, é muito bom”, afirma. 

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Aos 67 anos, a artista diz cuidar muito bem de seu corpo, tanto para cuidar de sua saúde quanto para aguentar a batelada de shows: “Cuido bastante de mim, mais pela saúde, do que achando que dá para voltar a ser como era antes, aos 30, 40 anos. Faço peso, malho, ando na esteira, não só para a vida de cantora, mas também porque a vida mesmo demanda”. Apesar dos cuidados, durante a estreia da turnê Recanto em São Paulo, a interprete passou por momentos de dificuldades por conta de uma faringite. “É um sofrimento o cantor entrar no palco com um problema físico”, relembra. 

“Como não quis adiar o show, resolvi estrear porque achei que ia conseguir fazer um show direito e legal, à medida que a voz fosse esquentando, mas acontece que quando chegou em Divino Maravilhoso, que é um agudo muito alto, foi complicado. Não passei a música no ensaio, e aí dividi o problema com a plateia”, resgata a cantora, referindo-se ao episódio em que ficou totalmente sem voz em cena. Segundo Gal, a sensação ao deixar o palco foi a de ter vencido uma batalha: “Baixou em mim uma guerreira e resolvi vencer aquela faringite, anular isso, e consegui com essa determinação fazer o show até o final”. 

Duas canções que ela sempre inclui no repertório dos shows e que não poderiam faltar no disco e no DVD são Modinha Para Gabriela Dia de Domingo. “O repertório é uma revisão da minha vida, são várias Gals juntas em um mesmo palco. Tem as preferidas do público, que eu gosto muito, como Dia de Domingo. Acho Autone Autoerótico uma hora muito bonita, de muita entrega. Tudo Dói também ficou maravilhosa, achei o som lindo”, finaliza.

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SERVIÇO:
Recanto Gal Ao Vivo – Gal Costa
Direção – Moreno Veloso (áudio) e Dora Jobim e Gabriela Cristal (vídeo)
Gravadora – Universal Music
Preço – R$ 36,90 (CD duplo) e R$ 39,90 (DVD), em média

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