(Foto: reprodução/Instagram @pearljam_lovers)

Ao entrar no Citibank Hall, em São Paulo, logo se lia nos telões que era extremamente proibido usar câmeras fotográficas, celulares e tablets no recinto. Ou seja, nada de fotografar ou filmar o show solo que Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, faria no palco na noite de quarta, 28.

O clima da apresentação era totalmente intimista, e por isso a exigência. Antes de iniciar, uma moça da equipe de Vedder se dirigiu ao microfone e falou: “Por favor, guardem seus celulares e não fotografem ou filmem o show. Não sejam igual ao Trump”. O público riu, mas entendeu o recado.

Durante o concerto, quem ousasse levantar o celular para tirar uma foto, ou mesmo mandar uma mensagem no whats, era logo reprimido(a) pelos funcionários da casa, que estavam fazendo vista grossa com o pedido da equipe do músico. Sendo assim, com toda a pressão, as pessoas obedeceram e curtiram o show de um jeito como há tempos não faziam, sem vida virtual. Tinha até quem colocava o celular embaixo da cadeira para ver as horas. Tudo para não atrapalhar a performance do vocalista.

(Foto: reprodução/ Instagram @sanandrade)

Na primeira noite (Vedder ainda se apresenta nesta quinta, 29, e sexta, 30, com ingressos esgotados), o cantor tocou músicas de sua carreira solo, fez versões para algumas do Pearl Jam e se aventurou em covers de lendas que admira, como Bob Bylan, Tom Petty, The Clash, Nine Inch Nails e John Lennon. Sempre sozinho ao palco, alternando entre guitarra, violão e piano.

“Estou triste. Ainda não acredito que Tom Petty se foi. O mantenho sempre por perto tocando suas músicas, o que às vezes me faz sentir ainda muita saudade”, disse ele em português, lendo uma ‘cola’ no papel.

Com tantas homenagens, faltou uma, e das mais importantes: a de Chris Cornell, que se suicidou em 2017 e era muito amigo do vocalista do Pearl Jam. Seu nome não foi mencionado em nenhum momento e suas músicas sequer tocadas no show. Mas, Vedder avisou: “As músicas de hoje serão sobre perdas, e não falo sobre futebol. Desde a última vez em que estive aqui, há três anos, perdi pessoas próximas, heróis e meu irmão”.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

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Em show solo, Eddie Vedder proíbe uso de celulares. E público obedece

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