SOJA (Soldiers of Jah Army)

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SOJA (Soldiers of Jah Army) | Créditos: divulgacao

O septeto SOJA (sigla para Soldiers of Jah Army, em português Soldados do Exército de Jah) desembarca no Brasil nesta sexta-feira (5) para uma série de nove apresentações pelo país nas próximas duas semanas.
 

Aclamado como um dos maiores nomes do reggae na atualidade, o grupo lançou o álbum Strength To Survive no começo deste ano, considerado por muitos fãs e críticos – além da própria banda – como o melhor do SOJA.
 

“O SOJA está em um ponto em que finalmente entendemos o nosso som; não o que as pessoas esperam da gente, mas o que sabemos que esperamos de nós mesmos”, explica o vocalista Jacob Hemphill ao Virgula Música. “Estamos prontos para fazer mais álbuns com os temas de Strength To Survive“.
 

A banda é veterana, com 15 anos de estrada, e não mostra sinais de desaceleração. Empolgado pela recepção do novo álbum, Hemphill adotou completamente a vida cigana de estrela da música. “Há algum tempo eu percebi algo que deixou tudo mais fácil: a estrada é a nossa casa, e os fãs são a nossa família”, filosofa. “O SOJA é a nossa vida”.

Questionado sobre a relevância do reggae atual, Hemphill acredita que o estilo perdeu muito com a morte de Bob Marley, e defende o retorno às raízes para uma verdadeira renovação do reggae internacional.

“O reggae tinha umas músicas incríveis sobre mudar o mundo, rebelar-se contra o sistema, criar um novo futuro para a humanidade. E quando [Bob Marley] morreu, o reggae morreu um pouco também”, diz. “Bandas começaram a desaparecer, e o hip-hop passou a fazer parte de tudo. Acho que é aí que as novas bandas de reggae devem entrar: temos que voltar ao começo antes de seguir em direção ao futuro”, conclui.
 

Até pela influência de Marley e outros ícones do reggae, o estilo sempre foi associado ao uso de maconha, cuja descriminalização é defendida de forma incisiva pelo vocalista. “[Descriminalizar] é a única decisão inteligente a se tomar. Economicamente, é certeira. Acabaria com o tráfico e com as guerrilhas entre traficantes, criaria empregos, e o usuário deixaria de ser um criminoso só porque gosta de ficar chapado”.

 

“As prisões americanas estão cheias de usuários ocasionais de drogas, ombro a ombro com estupradores e assassinos. Isso é uma piada. E aí os governos e as indústrias farmacêuticas vendem álcool e oxicodona? Você já viu os ingredientes de medicamentos prescritos? Codeína é cocaína, e está em metade dos remédios que tomamos. E sabe por que eu não uso cocaína? Porque não quero. Seria fácil ir contra a lei, se eu quisesse”, argumenta.

A primeira vez que o SOJA veio ao Brasil foi em 2006, em uma turnê que ficou na memória do vocalista. “Lembro que nós entramos em um hangar vazio às 16h, e pensamos: ‘de jeito nenhum vamos vender ingressos suficientes para encher este lugar’. Mas vendemos. O Brasil tem sido um ponto alto de nossas turnês desde então”, declara-se.

 

A nova turnê do SOJA começa hoje em Porto Alegre e depois segue para Florianópolis (06/10), Curitiba (07/10), Rio de Janeiro (11/10), São Paulo (12/10), Vitória (dia 16/10), Salvador (18/10), Recife (19/10) e Fortaleza (20/10). Mais informações neste link.
 

Em turnê pelo Brasil, SOJA quer resgate do reggae de raiz e defende a descriminalização da maconha

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