As cores e a plateia feminina voltaram ao Rock in Rio nesta sexta-feira (20), depois de uma quinta-feira em que o preto e os homens predominaram, com o metal dando as cartas do jogo.

O Virgula Festival conversou com a arquiteta Perla Barbosa Duarte, 25 anos, que estava na Cidade do Rock para ver Bon Jovi, Nickelback e Matchbox Twenty. “Eu bem que queria ir no dia 22”, disse. O motivo? Ver o Iron Maiden. “Eu sou roqueira, mas finjo que sou patricinha”, brinca. 

Perla, que estava acompanhada da amiga também arquiteta Ana Caroline Pereira Neves, 23, lamentou apenas o pouco tempo para aproveitar todas as atrações do festival, que segue a linha parque de diversões norte-americano. “Só conseguimos ir na roda gigante”, disse. “Estou adorando, achei que dava para fazer tudo, mas é muito cheio”. A fila para descer da tirolesa, vedete da edição, ultrapassa cinco horas. As pessoas pegam filas para pegar qualquer brinde que as empresas patrocinadoras oferecem, alguns de utilidade questionável. 

Para a arquiteta talvez fosse necessário que o “parque” abrisse antes das 14h. Mas mesmo com o pouco tempo para atividades paralelas aos shows, ela e a amiga já haviam se desencontrado da turma. “A gente veio encontrar uma galera, mas já nos perdemos”, disse.

A tradutora Daniele Santana, 34, é fã de Bon Jovi desde que os 6 anos ouviu Runaway. A paixão por John já a levou para um show da banda na Grécia. A experiência a fez constatar que os shows no Brasil são mais animados. Ela já esteve também em um show do U2 na Argentina.

“Não tem gente mais animada que o povo brasileiro. A Beyoncé mesmo falou numa entrevista. Eles (os artistas) podem parar de cantar que o público canta para eles”, afirmou.

Para ela, que estava com as amigas Aryany Formolo, tosadora de 31 anos, e Ana Paula da Lapa, 41, vendedora, o Rock in Rio está muito bom, mas caro, como o chope a R$ 10.

Daniele comentou também que viu ingressos sendo vendidos para essa sexta por R$ 700, mas disse que não ter ficado nem um pouco tentada. “Não venderia nunca.”

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