(Foto: divulgação) Kurt Cobain

Em 5 de abril de 1994, o mundo perdia Kurt Cobain, líder do Nirvana, ícone grunge e o roqueiro de mais atitude que surgiu nas últimas três décadas. Parece que, quando o músico puxou o gatilho da espingarda em sua boca, dando fim à sua vida, o rock perdeu boa parte da rebeldia e espirito selvagem que o gênero possuía.

Quando empunhava a sua guitarra e ligava nos amplificadores, Kurt intimidava qualquer gigante do show business. Com ele, uma legião de fãs formavam seu exército grunge, munidos de camisas de flanelas xadrez, jeans rasgados, cabelos meio compridos e uma vontade imensa de mostrar ao mundo quem eram, sem medo de repressão da sociedade. Nessa posição, o músico agia na contramão do que a industria queria, e quase sempre vencia a batalha.

Kurt destruía o próprio palco (após levar o público à loucura com a sua música), se vestia de mulher, deserdava homofóbicos em seus shows, posava em fotos promocionais com revólver enfiado na boca e escrevia músicas falando que se odiava e queria morrer. Ele também não tinha medo de ninguém; em uma premiação da MTV, cuspiu no piano de Axl Rose, o maior rockstar da época.

Quando veio ao Brasil com o Nirvana, por exemplo, para se apresentar no finado festival Hollywood Rock, em 1993, Kurt zoou no palco a marca de cigarros patrocinadora do evento, e trollou a Rede Globo, que transmitia o show do Rio de Janeiro ao vivo para milhares de pessoas. O cantor ‘apenas’ cuspiu na câmera e simulou mostrar o pênis. Quem mais teria essa coragem? Essa afronta?

Momento do show do Nirvana no Rio de Janeiro, em 1993

Por isso, 24 anos após a sua morte, ressaltamos alguns momentos que fizeram de Kurt Cobain o último roqueiro de verdade. E, que faz muita falta hoje em dia.

Saudade, Kurt!

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