Ele foi umas das míticas figuras da música popular brasileira, não tinha papas na língua, da mesma forma que não havia limites para suas maratonas noturnas regadas a drogas e álcool, tampouco barreiras para sua criatividade e alcance vocal. Se estivesse vivo, o controverso Tim Maia completaria 71 anos de vida em 2013.

Não é possível prever se ele ainda teria a mesma voz marcante, se ainda seria um bom compositor e hábil instrumentista, muito menos se ainda faria shows (ou se principalmente compareceria a eles). Mas provavelmente conservaria seu gênio indomável: rebelde, excêntrico, agressivo e, acima de tudo, genial.  

Tim Maia nunca foi fã de padrões pré-estabelecidos. Muito pelo contrário, viveu à margem da ‘moral e dos bons costumes’ de nossa sociedade. E essa falta de adequação ao senso comum foi um dos destaques de sua carreira. Ainda jovem, enquanto os ‘amigos’ Roberto e Erasmo Carlos estouravam com o rock e o movimento da Jovem Guarda, ele procurava novas sonoridades misturando soul e funk com samba e baião. 

A vida desregrada, acompanhada de excessos em todos os campos – comida, drogas e sexo – fez com que Tim nos deixasse em 15 de março de 1998, após ter sido socorrido às pressas durante um show no Rio de Janeiro, por conta de uma infecção generalizada. 

Mesmo depois de 15 anos de sua morte, sua obra permanece atual e legítima, servindo de inspiração e influência para jovens talentos. Depois de quase duas décadas, Tim ainda é um dos músicos com maior popularidade junto ao público brasileiro. Tanto pela lenda envolvendo seu nome quanto por uma coleção de hits que cravou na história da música nacional, como: Sossego, Gostava Tanto de Você, Me Dê Motivos, Não Quero Dinheiro, Você, Primavera, entre tantas outras. 

No dia em que a morte de Sebastião Rodrigues Maia completa 15 anos, relembramos sua carreira e história – repleta de episódios cômicos e bizarros. Tim foi uma metralhadora de frases diretas e polêmicas. Acima, você lê as afirmações marcantes de sua vida, além dos melhores momentos musicais e curiosidades sobre o ‘síndico do Brasil’, apelido que ganhou de Jorge Ben Jor.

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