A exposição que comemora os 70 anos de Gilberto Gil não poderia ser outra coisa que não tecnológica, interativa, de vanguarda. Em Gil70, são exibidos 23 trabalhos inspirados e dedicados ao baiano e suas canções, feitos por artistas de distintos pensamentos e gerações, em forma de serigrafia, pintura, instalação, fotografia, vídeo e mais.

 

Por onde anda, o visitante, além de ter destrinchada a biografia do compositor, tem à mão espaços nos quais pode escolher ouvir algumas das principais músicas de Gil. 

A obra de Arnaldo Antunes, de nome Meditação, é um bonito painel de 48 pequenos monitores, que exibe frases randômicas, fotografadas pelas ruas do mundo.

É disputada a instalação de autoria de Ariane Stolfi, Daniel Scandurra e Gabriel Kerhant, Hexagrama – Essa é Pra Tocar, na qual se unem HTML, projeções, caixas de som e uma tela touch screen. O monitor é repleto de opções de montagens audiovisuais e brinca esquizofrenicamente com falas, imagens e trechos de músicas de Gil.

Adriana Calcanhoto também participou com a instalação interativa Corações a Mil, na qual o desenho de um coração se multiplica à medida em que as pessoas vão se aproximando.

Augusto de Campos animou um poema que havia escrito em 1969, quando Gil e Caetano estavam exilados, Tristes Tópicos (você pode assistir ao vídeo logo abaixo).

A exposição permanece no Itaú Cultural até o dia 17 de fevereiro e vale muito a pena ser visitada.

 

Serviço

Exposição Gil 70

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149 – Bela Vista. São Paulo-SP

Até 17 de fevereiro

De terça a sexta, das 9h às 20h

Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h

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