O julgamento de extradição do fundador do extinto portal Megaupload, Kim Dotcom, requerido pelos Estados Unidos por pirataria informática, foi adiado para 16 de fevereiro de 2015, informaram fontes judiciais da Nova Zelândia à Agência Efe na última terça-feira (08/07).

Trata-se de um novo atraso no início do processo de extradição requerido pelos EUA após a detenção de Dotcom em sua residência, nos arredores de Auckland, em 2012. A vasta operação internacional foi orquestrada pelo FBI contra a pirataria informática.

As fontes judiciais não detalharam as razões da mudança de data do julgamento, que estava previsto para 28 de julho, e se limitaram a dizer que este acontecerá no distrito de Auckland, a principal cidade do norte da Nova Zelândia.

No entanto, o advogado de Dotcom, Paul Davison, explicou que assuntos legais que ainda devem ser resolvidos antes que se inicie este processo.

Os Estados Unidos atribuem ao Megaupload perdas de mais de US$ 500 milhões da indústria do cinema e da música, alegando que o portal transgrediu os direitos autorais de empresas e obteve com isso lucros de US$ 175 milhões.

Enquanto se discute sua extradição, Dotcom, que vive em liberdade condicional na Nova Zelândia, da mesma forma que outros três executivos do Megaupload, luta nos tribunais para recuperar seus bens e os materiais que as autoridades retiraram de sua casa.

No último mês de maio, a justiça neozelandesa negou o acesso de Dotcom às provas contra si, material valioso para a batalha contra sua extradição. 

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