Como habitual, Alice Glass estava com a macaca. A vocalista do Crystal Castles bebeu whisky o show inteiro, pulou na galera já na segunda música e pilotou máquinas, moduladores e osciladores de frequência, para mostrar que também sabe como fritar um som, como seu parceiro Ethan Kath, com seus sintetizadores futuristas. 

Mas a apresentação dos canadenses na sexta-feira (29), no palco Alternativo do Lollapalooza,  naufragou diante do som embolado, que não suportou os graves originalmente sujos. Bem mais que toda a lama que submergiu por todo lado.

Os pontos altos foram as faixas do disco Crystal Castles (II), de 2010, com faixas como Baptism, Celestica e Not in Love.

Mal se ouvia os vocais de Alice, lotado de efeitos. Ainda assim, a dupla, que se apresentava com um baterista, parecia estar se divertindo e parte da plateia formada por fãs mais ardorosos também. O som até melhorou no meio para o fim do show, mas a monotonia já havia instalado seu reinado.  

Talvez este seja o lado mais cruel do hype, com a mesma velocidade que surgiu do nada para o panteão, o duo canadense corre o risco de voltar aos pântanos de Toronto. Na sexta, o Vietnã deles foi a areia movediça do Jockey. E foi triste como a magreza e o olhar perdido e esfumaçado da bela Alice.

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