A pista do autódromo de Interlagos se transformou neste sábado (05) em pista de dança para a edição brasileira do festival Lollapalooza, que montou quatro palcos para receber os maiores nomes da cena contemporânea do rock, com destaque para os headliners Muse e Nine Inch Nails e apresentações que conquistaram o público de Lorde e Phoenix.

O Virgula Festivais estava por lá com sua pequena, mas gloriosa equipe: Luciana Rabassallo, Odhara Rodrigues e Fabiano Alcântara. Então, decidimos nos aventurar pelo evento como verdadeiros fãs. Abaixo está um relato sincero de uma equipe que saiu da sala de imprensa e viveu o Lollapalooza Brasil 2014. 

As coisas mais legais (ou não) do LollaBrasil neste sábado (05): 

Com apenas 17 anos, a cantora ficou emocionada com a recepção do público. Fofa demais, Lorde afirmou que “o Brasil é a terra dos sonhos e pretende voltar em breve’. Dava para sentir a sinceridade da jovem estrela nas nuances de sua forte voz. O ponto alto foi, como era de se esperar, o hit Royals

Não tão legal: a saída do show da Lorde. Quando terminou a apresentação da neozelandesa no palco Interlagos, muita gente ainda tinha esperanças de pegar um pedacinho do show do Phoenix no palco Skol. Outros queriam parar para comer, beber ou ir ao banheiro, enquanto o públido do Nação Zumbi chegava para o próximo show. Resultado: uma multidão presa em um corredor (metrô da Sé em horário de pico feelings). Depois de uns 10 minutos de empurra pra cá aperta para lá, conseguimos finalmente sair do mar de gente. 

Para quem escolheu ver o show Phoenix no palco Skol, não há arrependimentos. Em noite inspirada, grupo liderado pelo vocalista Thomas Mars fez umas das melhores apresentações da noite. Geralmente um pouco blasés, como bons franceses, desta vez Mars suou a camisa, se despenteou e “pagou” cuecão, escalando uma torre de luz e “surfando” em cima da galera. Foi um belo espetáculo. 

Chefe Stage: uma aposta que funcionou. Apesar de ter tudo para dar errado, a feira gastronômica foi uma boa surpresa no Lollapalooza. Ao contrário do que já aconteceu em grandes eventos, como na Virada Cultural de 2013, quando as barracas não deram conta do número de pessoas e as comidas acabaram rápido, no Lolla tudo parecia muito bem planejado. Em horários de pico nós vimos algumas filas, mas nada absurdo. A comida estava fresca, bem preparada e a orferta completa até o último show da noite. Ponto positivo para a organização. 

Palco Onix, o vilão do Lollapalooza 2014: 50 mintos de caminhada do palco Interlagos, o mais próximo das entradas do evento, até o palco Onix, o mais afastado da civilização. Uma caminhada que fez muita gente desistir de ver o show do Nine Inch Nails. Para quem foi até lá conferir o Imagine Dragons, rolou uma surpresa nada agradável: uma multidão disputava um espaço no barranco, enquanto era impossível ouvir qualquer coisa vinda do palco (para quem estava mais distante) e o telão não estava funcionando. Resultado: fãs muito insatisfeitos. 

Distância entre os palcos: Tudo é longe. Com horários coincidentes entre shows legais, fica quase impossível acompanhar um pedaço de cada um – como era de praxe quando o evento acontecia no Jockey Clube de SP. A diatância é tão grande que o público é obrigado a escolher um palco e ficar por lá, para conseguir acompanhar dois shows na sequência. Quem decide se aventurar para outros palcos, perde grande parte do shows preso em um verdadeiro mar gente, que exige grande habilidade de piloto de Fómula 1 para desviar dos obstáculos e fazer o melhor tempo possível. Nós não conseguimos, por exemplo, chegar até o Palco Perry, também conhecido como tenda eletrônica. É praticamente um holograma: você consegue ver, mas não consegue tocar.  

Montagem: o festival estava com cara de festival. Difrente do Planeta Terra 2013, também organizado pela T4F, que estava com ‘cara de evento que já morreu’, por conta da falta de decoração e identidade, o LollaBrasil tem espírito de festival. Grama, várias ativações de grande marcas, brindes legais, boa sinalização e decoração botaram a cereja no bolo do festival. Nós nos sentimos em um verdadeiro festival. 

Show do Muse: Este sábado (05), marcou o aniversário de 20 anos do suicídio do lendário Kurt Cobain, líder da icônica Nirvana. E os ingleses do Muse, como uma autêntica banda de rock, não poderiam deixar a data passar em branco. Resultado: um cover mais que emocionante da faixa Lithium, do clássico álbum Nevermind. Valeu para quem aguentou firme e desfrutou de um grande show. 

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