Nesta sexta-feira (05) a cantora Marília Mendonça morreu, aos 26 anos, em um acidente aéreo em Minas Gerais. A aeronave, um bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, prefixo PT-ONJ, com capacidade para seis passageiros, caiu na serra de Caratinga. Além de Marília, o produtor,  assessor, piloto e o copiloto estavam na aeronave e também faleceram.

A artista marcou um movimento importante da música sertaneja e brasileira que ficou conhecido como ‘feminejo’, nome dado para ascensão feminina em um ambiente com predominância masculina. Nascida em Cristianópolis (GO) no dia 22 de julho de 1995, lançou seu primeiro EP, “Marília Mendonça”, em 2014 trazendo a faixa “Alô Porteiro”, que traz uma mulher cansada de um relacionamento baseado em mentiras e, ao expulsar o cônjuge de casa, desabafa com o porteiro sobre a situação.

Em 2016, com o lançamento do álbum “Marília Mendonça: Ao Vivo”, a artista ganhou o país com os hits “Infiel” e “Como Faz Com Ela”. Ambas cantando sobre um parceiro desonesto e traidor, a primeira interpretada em um tom de mais sofrimento e a segunda com um ritmo mais contagiante e despreocupado.

De forma intensa, a cantora expunha todos os sentimentos ligados ao amor. Desde os momentos iniciais da paixão até as maiores decepções amorosas, abrindo espaço para quem sofria por pessoas erradas ou para pessoas que as vezes eram as erradas. Ao lado de Maiara e Maraisa e Simone e Simaria, que surgiram na mesma época, a cantora deu visibilidade para as vozes femininas do sertanejo marcando um aumento da participação feminina no gênero.

Em 2017, a cantora lançou o álbum “Realidade”, com os sucessos “Amante Não Tem Lar” e “Eu Sei de Cor”. Entre os anos de 2018 e 2019 gravou o projeto “Todos os Cantos” com as faixas “Apaixonadinha” e “Todo Mundo vai Sofrer”. Desde 2020, comandava o projeto Patroas ao lado de Maiara e Maraisa, o álbum “Patroas 35%” foi lançado neste ano e concorre ao Melhor Álbum de Música Sertaneja no Grammy Latino.

Sem mais artigos