Anitta esteve nesta quarta (04) em São Paulo para divulgar o DVD Meu Lugar, o primeiro da sua carreira, gravado na HSBC Arena Rio em fevereiro. Em meio às perguntas sobre o trabalho, Anitta também comentou sobre as famigeradas cirurgias plásticas, negando que elas tenham atrapalhado a sua imagem: “O comentário foi muito maior do que a mudança, de fato, por eu ter assumido uma coisa que as pessoas geralmente não comentam”, ela entende. “Eu fui pra Europa e meus fãs me reconheceram lá do mesmo jeito, onde não havia saído nada. Ninguém nem reparou, nem falou nada sobre isso.”

Com o dedo da cantora em todo o processo, Anitta diz que o resultado final do DVD conseguiu expressar o que ela tinha idealizado. “Eu queria um DVD que falasse sobre a minha personalidade, que contasse as pessoas um pouco sobre mim”, ela conta.

“Eu consigo ser uma pessoa completamente louca e ao mesmo tempo uma pessoa seríssima. Eu queria contar um pouco disso. Eu sou assim desde criança, mudo o tempo inteiro. Eu queria isso: mostrar o oito e oitenta, o meiga e o abusada, como diz a música”. O show se desenvolve como uma estrada, que vai do inferno ao céu: “Eu estava buscando ideias sobre o que fazer no meu DVD, e quando eu olhei o meu logo, que tem uma asinha e um rabinho, eu pensei: ‘gente, é isso, tudo a ver!'”

O DVD foi gravado em dois momentos. No dia anterior do show em si, foram feitas as imagens em close. Já no dia do espetáculo, os planos abertos, com a plateia, e a captação do áudio. “Quem for ver o DVD, vai assistir o show como realmente foi no dia, sem paradas”, explica Anitta. Isso influenciou, por exemplo, a escolha das roupas que ela usou: “Eu só tinha dois minutos e meio para trocar de figurino. Enquanto eu me trocava”, ela lembra, justificando o número “reduzido” de trocas de roupa (são apenas quatro) e os próprios modelos em si: “Tinham que ser roupas fáceis de trocar, de manipular. E também porque eu queria muito dançar, então precisava ser algo leve, que mostrasse o movimento do corpo e me desse mobilidade”.

Anitta deixa claro que ela se envolveu em toda a concepção e execução do show, de coreografias ao cenário, passando até mesmo pela altura do palco: “Uma vez, no fim dos ensaios, eu cheguei na Arena e o palco já estava 50% pronto. Mas ele tinha dois metros de altura! Eu cheguei ali, no gargalo, olhei e pensei que um fã que fosse da minha altura [ela tem 1,60m] não ia enxergar nada que tivesse acontecendo. Consegui convencê-los a diminuir a altura do palco, mas ficou todo mundo morrendo de medo de não dar tempo”.

Agora ela está de olho no mercado internacional. “A gente [ela e equipe] foi está aproveitando o que aconteceu na nossa carreira. Nós não esperávamos ter um trabalho internacional, então quando aconteceu foi completamente espontâneo. Na Espanha, Show das Poderosas toca muito. A gente aproveitou e foi”, ela explica. “É muito difícil entrar no mercado espanhol. A gente conseguiu, espontaneamente, entrar na maior rádio da Espanha, Los 40 Principales. Eu estava em uma reunião com a minha gravadora e a representante internacional disse: ‘você conseguiu uma coisa que a gente luta pra fazer, que é colocar pra tocar na Los 40 Principales. A gente nem pediu e eles tocaram'”, ela lembra. “O presidente da minha gravadora lá na Espanha que chamou para fazer um trabalho lá”.

“Fui pra Espanha, fiz dois shows lá, foi bem legal. Claro que dentro da minha realidade. Eu estou começando. Foi um começo. Eu me senti há quatro anos atrás quando eu estava começando aqui no Brasil”. Anitta conta, ainda, que está fazendo um curso de espanhol. “Da primeira vez eu não sabia nada [de espanhol], fiquei perdida, me senti um zero à esquerda. Dessa vez eu já cheguei falando”, comemora.

Junto com o DVD Meu Lugar, Anitta também entrega aos fãs o álbum Ritmo Perfeito, que traz as músicas inéditas apresentadas no show em versão de estúdio — outro lugar em que ela adora dar pitacos. “Eu me meto em tudo que acredito conhecer. A partir do momento que eu vejo que a minha equipe entende mais e que alguma ideia que eu tive pode ser uma viagem minha…A gente sempre tem que ter o pé no chão. Eu tenho as minhas ideias, mas eu tenho profissionais que estão ali do meu lado para me ajudar. E eu tenho consciência de que posso ter uma ideia que não é legal, por isso que gosto de ter bastante gente na minha equipe, com o olhar de todas as pessoas, cada uma no seu ramo. Quando a gente quer fazer tudo sozinho, acaba se atrapalhando. Quando eu olho alguma coisa e vejo que disso eu não entendo, deixo na mão da minha equipe”.

 

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