Perguntas de VerdadeMontagem de Rafael Araújo sobre foto de Gabriel Quintão

No meio do rap e da MPB, Emicida é um nome que desperta unanimidade, fruto de seu talento e inteligência de estabelecer parcerias musicais e comerciais, por meio da empresa que mantém com o irmão, o Laboratório Fantasma. O paulistano de 30 anos Leandro Roque de Oliveira, no entanto, tem um lado que poucos conhecem. Ele é um pai dedicado, gosta de livros, especialmente histórias em quadrinhos, cozinhar, cuidar da sua horta e estudar.

Em nossa seção Perguntas de Verdade, você vai ficar sabendo tudo que você sempre quis conhecer sobre Emicida. Veja o que rolou quando nós  encontramos o ícone da nova música brasileira enquanto ele gravava o programa MTV MÓV3L, que vai ao ar no dia 23 de setembro.

Que profissão teria se não fosse músico?
Emicida – Eu queria fazer história em quadrinhos. Meu sonho, o plano A da minha vida era desenhar histórias em quadrinhos. Queria morar em Nova York, desenhar na Marvel, o Homem-Aranha, conhecer o Stan Lee. E música eu fazia muito por hobby, nessa necessidade de contar história. Eu tinha apreço pela poesia e tudo mais. Já tinha esse amor pelo hip hop também, mas era muito mais curioso que qualquer outra coisa. Eu desenhava. As pessoas acha que “nóiz” é malandrão, pá, mas a minha vocação de nascença é nerd.

Aí você acabou respondendo a segunda pergunta. O que você queria ser quando criança?
Emicida – 
Já respondi (risos). Mas isso também é uma pergunta abrangente. Podia falar tanta coisa, de coisa que eu levei a sério mesmo queria muito ser desenhista mesmo, isso é verdade.

Qual era seu apelido no colegial?
Emicida – Meu apelido era barata. Por quê? Eu ficava aqui mexendo no cabelo, fazendo uns dreadzinho no cabelo. E um dia, na hora de ir pra escola eu desfiz os dreadzinho, só que ficou dois, ficou duas anteninhas. Aí os cara começou a pegar. Porque quando você odeia o apelido e que ele pega mesmo. Aí eu odiei, briguei pra caralho e puf, chegou, já era.

Qual é seu talento escondido?
Emicida – Esconder talentos é o meu talento. Desenhar eu já falei. O bagulho que agora eu tô fazendo é desenhando umas roupas. Eu sou muito maluco. De tempos em tempos eu invento uma coisa dessas, eu começo a pular de cabeça. Eu gosto de cozinhar também. Gosto de cozinhar pra caralho. Tenho pouco tempo de fazer, mas tenho o hábito. Uma vez até dei um workshop de culinária em um Sesc. Mas eu não falo muito não porque agora tem muita gente que cozinha e cozinha de verdade. Eu sou só um amador.

Como foi seu primeiro beijo?
Emicida – Que jovem, que jovem esse pauta. Não, eu não vou falar disso aí, não.

Qual foi a última vez que chorou?
Emicida – Mano, assistindo Keep On Keepin’ On, documentário da vida do Clark Terry. Não só chorei como mandei mensagem de áudio do Whatsapp chorando pros cara assistir ao mesmo filme que eles iam chorar. Aí eles me zoaram, mas depois assistiram e choraram também. Eu choro ouvindo música. Sou tipo o Lulu Santos, o último romântico.

Quem faria você em um filme?
Emicida – Will Smith (risos). Will Smith ou Lázaro Ramos.

Que animal você seria?
Emicida – O Edmundo, animaaal. Porra, não sei, mano. Eu ia ser o animal do meu signo, leão, da selva, leão de Tsavo, do filme A Sombra e a Escuridão.

Qual é o seu filme favorito?
Emicida – Tenho vários filmes. De tempos em tempos eu revisito uns filmes. Agora é Os Aventuteiros do Bairro Proibido, lembra desse filme? E vai rolar um remake dele. Eu adoro esse filme.

Qual é a última música que ouviu?
Emicida –  Hoje? Mano. Caramba. Method Man, do Wu Tang Clan, acabou de lançar um disco e eu tava ouvindo antes de vir pra cá. Straight Gutta é a música que eu vim ouvindo.

Qual é a coisa mais preciosa que tem?
Emicida –  (rápido e enfático) Minha filha, de longe, não tem nem comparação. Depois de muitos anos-luz vem qualquer outra coisa.

Quais são suas obsessões não musicais?
Emicida – Livro. Sou viciado em livro, meu Deus do céu, o que eu gasto de dinheiro em livro dá até vergonha de falar.

Churrasco ou salada?
Emicida – Churrasco. Depende se eu estiver com meus amigos vegetarianos, salada, porque eu entendo o lado deles também. Mas se eu estiver sozinho, churrasco.

A última, como é sua rotina de manhã?
Emicida –  Eu acordo vou ler, vou ouvir uns discos. Sempre a mesma coisa. Agora, como acabou de lançar o disco, eu começo a fazer um monte de coisa. De coisa de imprensa e tudo mais. Mas em geral eu aproveito a manhã pra estudar um pouco. Estudar e cuidar da minha horta. Eu planto minha comida, uma parte da minha comida. De manhã eu vou lá, planto meus morangos, alfaces, orégano, os bagulhos que tem lá em casa, dou uma lida também. Vez ou outra eu sou burro suficiente pra ir ver as notícias e ficar de mal humor como o mundo, mas eu também paro logo com isso. Fico mais nesse foco de estudar mesmo. Gosto de usar a manhã pra estudar e depois de tarde eu vou cumprir as responsas.

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