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(Crédito: divulgação)

Era uma tarde ensolarada de 2014, quando Johnny Marr, o ex-guitarrista da lendária banda The Smiths, empunhou sua guitarra e subiu ao palco da edição brasileira do festival Lollapalooza. Quem esteve lá, não vai esquecer nunca mais de quando o inglês intercalou canções de seu primeiro e ótimo álbum solo, The Messenger, com clássicos de sua antiga banda, como There Is A Light That Never Goes Out e How Soon Is Now, entre outras. Para deixar a ocasião mais especial, o baixista Andy Rourke se juntou a eles para uma música. O público saiu querendo mais.

Agora, para a alegria dos fãs, o guitarrista volta ao Brasil e traz canções de seu novo disco, Playland, ao palco do 19º Cultura Inglesa Festival, que vai rolar em 21 de junho, no Memorial da América Latina, em São Paulo, dentro da programação da Virada Cultural 2015.  No dia, ainda tocam a sensação teen irlandesa The Strypes e a paraense Gaby Amarantos, que vai fazer um tributo às divas britânicas. Assim como todos os anos, a entrada para o festival é gratuita.

Saiba da programação mensal e como garantir o seu ingresso para o show pelo site oficial do evento.

Para adiantar um pouco do que vem aí, o Virgula Música trocou algumas palavras em uma exclusiva com Johnny, que se mostrou bastante empolgado em estar voltando, dessa vez com status de atração principal. Ele falou da carreira solo e até relembrou esse show marcante de 2014. Pena que não se sente à vontade para falar sobre os Smiths, o negócio do cara é focar no futuro mesmo. Para frente e sempre!

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(Crédito: divulgação)

Virgula Música: Johnny, por que você demorou tanto tempo para lançar seus próprios álbuns solos?

Johnny Marr: Eu fui muito feliz estando em todas as bandas que toquei ao longo desses anos; The The, Electronic, Modest Mouse e The Cribs. Eu estive ocupado com elas, e, em seguida, fiz algumas trilhas sonoras de filmes. Então, eu escrevi as músicas que eu queria e preferi não me juntar a outra banda. Foi o que aconteceu e no momento certo.

E o que está preparando para o show do Festival da Cultura Inglesa?

As novas músicas do meu trabalho solo são feitas para shows. Elas têm uma energia forte e andamentos rápidos, com guitarras barulhentas. A minha banda é muito, muito boa e nós amamos tocar ao vivo. Vai ser divertido.

Você tocou no Lollapalooza Brasil no ano passado. O que você lembra daquele dia?

Ah, estava muito quente. As pessoas em São Paulo foram muito acolhedoras e o público era enorme. Eu curti e sempre tive a intenção de retornar. Estou animado em voltar.

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(Crédito: reprodução/Facebook)

Recentemente você gravou I Feel You, do Depeche Mode. Por que escolheu essa música?

Eu gosto de tentar coisas diferentes em meus shows. Eu, junto da banda, já fizemos algumas versões bem legais de Lust For Life, do Iggy Pop, e I Fought The Law, do Clash. Eu sempre gostei de I Feel You e estava tocando ela no camarim. Nós tocamos ela uma vez em um show para se divertir e alguém colocou no Youtube. O vídeo ficou popular no canal, e, em seguida, fui convidado para fazer algo para o Record Store Day. Então achei uma boa oportunidade para mostrar algo incomum.

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(Crédito: divulgação)

Relembre em fotos o show de Johnny Marr no Lolla:

Johnny Marr no segundo dia de Lollapalooza

 

"Minhas músicas são rápidas e barulhentas, feitas para shows", diz o ex-Smiths Johnny Marr, que toca em SP

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