Neta de Dorival Caymmi (1914/2008), que nesta quarta-feira teria completado 100 anos, Alice Caymmi incorpora o lado mais pop do avô. Em Dorivália, espetáculo que deve virar disco, ela fez versões axé da obra do Buda Nagô, como cantou Gilberto Gil sobre o compositor de clássicos como O que é que a Baiana Tem?, Maracangalha, Oração de Mãe Menininha e O Mar.

Aos 24 anos, Alice mostra que já é escolada e evita polêmicas em entrevista ao Virgula Música. Diante de perguntas como: Dorival teria gostado de Lepo Lepo e Beijinho no Ombro? “Não posso responder por ele e infelizmente ele não está. ‘Diga a maricotinha que eu mandei dizer que eu não tô'”, cita o avô bem humorada. 

Você defende que Dorival era um revolucionário. Que tipo de coisa não seria possível na música hoje, se ele não tivesse existido?

Acho difícil prever algo assim mas creio que toda a concepção de um espetáculo voz e violão e a mitologia do mar brasileiro seria outra.

Independente de genética, quem você acha que são os maiores herdeiros estéticos e espirituais de Dorival Caymmi?

Acho que os filhos e netos, toda a tropicália, todos os compositores regionais e também poetas brasileiros. Muita gente para considerar apenas alguns.

Dorival teria gostado de Lepo Lepo e Beijinho no Ombro?

Não posso responder por ele e infelizmente ele não está. “Diga a maricotinha que eu mandei dizer que eu não tô”.

Qual imagem mais forte que tem dele como avô? Algo que ele tenha te falado ou alguma história…

Todas as memórias que ele tinha de sua infância na Bahia que descrevia muito bem eram incríveis além de sua presença espiritual e imponente.

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