O músico francês Antoine Duhamel, compositor de trilhas sonoras para cineastas franceses da Nouvelle Vague, como François Truffaut, Jean-Luc Godard e Bertrand Tavernier e para os irmãos e diretores espanhóis Fernando e David Trueba, morreu nesta quinta-feira aos 89 anos, anunciou sua família.

“Sua música deu a identidade imortal, a alma invisível, a filmes míticos como ‘O demônio das onze horas’, de Godard, ‘Beijos proibidos’, ‘O garoto selvagem’ e ‘A sereia do Mississipi’, de Truffaut”, declarou em comunicado a ministra francesa de Cultura, Fleur Pellerin.

Filho do escritor Georges Duhamel e da atriz de teatro Blanche Albane, Antoine Duhamel trabalhou nos anos 60 com os diretores mais renomados da época.

O cineasta mais próximo do músico foi Tavernier, que encarregou a Duhamel a composição da trilha de “Que la fête commence” e “Morte ao vivo”.

Duhamel, que ficou marcado por sua longa barba, trabalhou em mais de sessenta filmes e também para cineastas não franceses, como o diretor espanhol Fernando Trueba, para quem compôs a música de “O sonho do macaco louco”, “Belle Époque” e “A menina de seus olhos” (1998).

O compositor fundou em 1980 a Escola de Música de Villeurbanne, dedicada ao jazz, músicas tradicionais, composições barrocas e à canção.

“Durante sua longa carreira dedicada ao cinema, sempre foi um compositor apaixonado pela música, um músico eclético e curioso que compunha com a mesma alegria óperas ou canções”, acrescentou a ministra de Cultura.

Sem mais artigos