Pronto! A espera pelo disco novo do Racionais Mc’s tem data para terminar. O grupo de Mano Brown & Cia divulgou nesta quinta (23), que o próximo álbum de inéditas será lançado em 20 de dezembro (aêe), mas sem título definido por enquanto. (leia mais sobre ele aqui).

Nem parece, mas faz 12 anos que o maior grupo de rap do Brasil não lança um disco, e por isso mesmo que a novidade é recebida com fogos de artifícios. Só que, em muitos casos, o tempo de espera pode prejudicar ou até ajudar um novo trabalho. Nessa empolgação, listamos os discos mais esperados de todos os tempos. São obras que demoraram décadas para ver a luz do dia, tiveram muita propaganda em cima de seu lançamento, ou se encontraram na posição mais cruel de todas: ser lançada após um disco arrasa-quarteirão, daqueles que mostram a cara do artista ao mundo. Situação tensa, hein?

Então veja quais foram os álbuns mais aguardados, e saiba porque alguns se deram bem, e outros nem tanto.

Alienígena da publicidade

Antes mesmo do lançamento de The Rise And Fall of Ziggy Stardust (1972), David Bowie rompeu a barreira da sexualidade ao criar um ser andrógeno, chamado de Ziggy Stardust. Essa criação atingiu em cheio a cultura jovem e formou o maior bafafá em cima do álbum. Um clássico eterno!

 

A coroa é dele!

Com Off The Wall e Thriller, Michael Jackson deixou claro que veio ao mundo para dominar o pop! E foi isso que aconteceu no álbum seguinte, Bad (1987), que foi muito esperado. Com ele, o cantor lacrou tudo e garantiu a coroa de rei. 

 

Voltando para inovar

Como seria o som do Daft Punk após o disco Technologic (2005)? O duo francês demorou, e oito anos depois, em 2013, lançou de sopetão o aclamado Random Access Memories, redefinindo de uma vez por todas a música eletrônica atual. Só isso, apenas!

 

Vencido pelo cansaço

Vish! Esse quase virou lenda. Chinese Democracy (2008), do Guns n’ Roses, demorou apenas 15 anos para ser feito. O disco nem é ruim, mas até hoje é o maior exemplo de que a expectativa pode acabar com qualquer qualidade.

 

Recuperando as raízes

Já era início da década de 2000 quando Madonna reapareceu loira no álbum Music, deixando pra trás seu lado ‘zen’ e trance de Ray of Light. Sua pegada pop também retornou junto com o rock, dance e o country, e por isso mesmo foi um disco bastante esperado. Rainha é sempre rainha, gente.

 

O peso do mundo

Depois de alcançar o título de maior banda de rock do mundo com Rattle And Hum, o U2 se viu na obrigação de mudar seu som. A expectativa era enorme e com ela nasceu o clássico experimental Achtung Baby (1991).

 

Bateu na trave

Lady Gaga tinha tudo para ser a nova rainha do pop, mas não foi (fuén!). Depois da explosão dos discos cheio de hits The Fame e The Fame Monsters, o mundo todo esperava o ‘êxtase’ com Born This Way (2011), mas parece que o álbum não convenceu, a turnê rendeu menos ainda, e sua bola baixou. 

 

Divando!

Qualquer álbum da diva Beyoncé sempre é muito esperado. Para ter uma ideia, seu último disco, Beyoncé (2013), nem foi lançado há tanto tempo e já estamos ansiosos para o próximo! 

 

Uau!!

Baby One More Time e Oops!…I Did Again revelaram uma Britney Spears colegial e inocente que conquistou o pop noventista. Só que a cantora pirou a cabeça de todo mundo com o disco a seguir, Britney (2001), revelando a versão ‘mulherão’ que existia dentro dela. Quer um exemplo maior do que o vídeo de I’m A Slave 4 U?

 

Escorregando (de leve)

No anos noventa, o rock com o eletrônico se uniram e David Bowie (sempre camaleão, claro!), anunciou um álbum que iria surfar na junção dos estilos. Só que Earthling, de 1997, naufragou na tentativa. Mas Bowie pode fazer o que quiser, né?

 

Genialidade é pra quem tem

Quando o R.E.M. assinou um contrato milionário e se tornou mundialmente pop com Out Of Time, os olhos da industria musical se viraram para eles na expectativa do que viria a seguir. A banda veio e deu (outra vez) uma aula de qualidade com Automatic For The People (1992). A canção Man On The Moon é um exemplo disso.

 

O quem vem a seguir?

O Legião Urbana se tornou rapidamente uma das bandas de rock favoritas do Brasil com os clássicos As Quatro Estações e V. O lançamento de O Descobrimento do Brasil (1993), foi tão aguardado que não chegou a suprir as expectativas, mas trouxe ótimas músicas como Perfeição

 

Botando pra quebrar

Todo moleque espinhudo dos anos noventa esperava ansiosamente pelo segundo álbum dos Raimundos. Como seria ele? Com mais ou menos palavrões? A banda de Brasília pisou no acelerador e pegou ‘um pouco mais leve’ na baixaria com o Lavô Tá Novo (1995). Um disco cheio de hits radiofônicos.

 

Mantendo o compromisso

Não deve ser fácil ser considerado o maior grupo de rap do Brasil. Depois de Sobrevivendo no Inferno, o Racionais MC’s se viu na posição de superar o aclamado disco da cruz na capa. Até que, Nada Como Um Dia Após o Outro Dia (2002), chegou apavorando, com um som mais sofisticado, gingado e tratando de diversos temas. E nós ganhamos o hino Vida Loka.

 

Lançamento em época cabulosa

O álbum Paratodos (1993) de Chico Buarque foi super aguardado. Muita coisa estava acontecendo com o cantor; ele resolveu virar escritor, machucou o joelho em uma de suas peladas, e assinou o manifesto pedindo o impeachment de Collor. O disco ainda mostra na capa a foto de sua ficha policial, feita durante sua prisão em 1961. Sensacional!

 

Antes mesmo do início

Antes mesmo de lançar o primeiro disco, o Arctic Monkeys bombou nas pistas com a ajuda do ‘fator internet’. E por isso mesmo que seu debut já era mega esperado. Quando lançado, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006), chegou estourando a boca do balão.

 

Nem sempre a segunda é melhor

Com Is This It, os Strokes foram alçados a serem os próximos Stones, Velvet Undergrounds e Nirvanas. Eram os salvadores da geração 2000. Mas quando saiu Room On Fire (2003), o segundo disco deles, viram que não era bem assim. Mas o álbum é bem legalzinho e tem umas influências de new wave.

 

‘O’ cara!

Jay Z já vinha ganhando notoriedade no rap mundial, e por isso, cada álbum foi muito esperado. The Black Album (2003), chegou para ser sucesso, estreando em primeiro lugar da Billboard 200.

 

Na pressão

Imagine o que se passava na cabeça dos integrantes do Nirvana por ter que fazer um disco superior ao Nevermind? Em 1993, saiu In Utero, e muitos fãs ainda dizem ser o melhor deles. Será?

 

Mantendo o ritmo?

O Red Hot Chili Peppers explodiu com Blood Sugar Sex Magik, e por isso carregava a obrigação de fazer um outro disco cheio de hits. Mas o guitarrista John Frusciante deixou a banda, Dave Navarro entrou no lugar e a coisa desandou um pouco. One Hot Minute (1995) não é ruim, mas também não é dos melhores.

 

Dupla de sucesso!

Quando o produtor Danger Mouse divulgou que iria se juntar a Cee Lo Green para um novo grupo chamado Gnarls Barkley, uma luz no fim do túnel do pop se acendeu. Imagina o nipe da expectativa? Até que St. Elsewhere (2006) nasceu e ganhou todos com Crazy.

 

(Des)afinando

Após o Black Album, o Metallica chegou ao topo do mundo. Mas precisou se reinventar com o disco seguinte, Load (1996), que demorou cinco anos para ser gravado. Os fãs esperavam mais hits bate-cabeça, só que ao contrádio disso, vieram cortes de cabelos modernosos, piercing nos mamilos e olhos e unhas pintadas.

 

Macaquinhos aloprados

Adultos e crianças queriam mesmo era ouvir o segundo disco do Gorillaz, a banda liderada por personagens animados. Demon Dayz (2005) trouxe um monte de música boa, mas a novidade já tinha perdido um pouco a validade.

 

Ihh!!

Dig Your Own Hole e Surrender renderam ao Chemical Brothers o título de reis do eletrônico noventista. Os fãs se jogavam à exaustão em cada hit lançando. Mas com Come With Us (2002) a dupla mostrou que estava perdendo a força. =/

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