Rico Dalasam

Rico Dalasam  voltou a atualizar as definições do pop BR com o clipe de Não Deito Pra Nada, dirigido por Marco Loschiavo e Ricardo Spencer.

“Ser flor e granada são definições de uma vida ao longo de 28 anos, nenhum problema em ser flor ou granada, mas a síntese musical disso é uma faixa e um clipe que transbordam solidão, aquela solidão de quem já aprendeu a lidar”, disse Rico Dalasam ao Virgula.

Pioneiro do queer rap no Brasil, surgido em 2014, com Aceite-C, que trazia sample de Daniela Mercury e discurso de auto-ajuda, Rico abriu portas para o levante LGBT que tomou conta da música atual e se tornou ícone de estilo e ditar tendências com seus looks e nas sonoridades que pesquisa: R&B, trap, soul e funk, além, é claro, de expressar uma brasilidade que dialoga com MPB, samba e o funk eletrônico brasileiro.

O menino do Taboão agora é um hitmaker da pesada. Todo sentimento represado, o bullying por ser negro, gay e periférico, volta como força motriz para expressar sua verdade, seu “swag” e gerar empatia, fãs, views e, em última instância, cifrões.

Quem merece ser um multimilionário mais que o Dala Boy?

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