Entre as atrações do Indie Stage, a que enfrentou o concorrente mais impressionante foi o Passion Pit: a banda, que surgiu há apenas três anos, foi escalada para tocar na mesma hora do celebrado Phoenix, um dos headliners do festival.

Com apenas um álbum no currículo (Manners, de 2009) e a desvantagem de ser pouco conhecido no Brasil, o grupo formado por Michael Angelakos, Ian Hultquist, Ayad Al Adhamy, Jeff Apruzzese e Nate Donmoyer precisou respirar fundo e fazer um show que fizesse a plateia desistir de ir até o Main Stage assistir ao Phoenix.

E deu certo. A plateia estava tão animada e comemorando cada música da banda com tanto entusiasmo que a histeria era digna da família Restart: o público pode ser indie, mas o amor, os pulos de alegria, os berros e os abraços nos amigos não eram muito diferentes dos adolescentes coloridos apaixonados pelo happy rock.

“Muito obrigada por não irem embora e terem ficado conosco!”, agradeceu Angelakos, visivelmente feliz com a resposta da plateia. Conforme o público começou a se dispersar, vários espaços vazios surgiram na pista e os fãs finalmente tiveram espaço para pular e chegar perto da banda.

O Passion Pit apresentou ao público as músicas The Reeling, Make Light, e a trinca de hits Little Secrets, Dreams e Sleepyhead. Nem o show do Phoenix conseguiu igualar tamanha histeria, com os fãs agarrando os amigos, pulando, brincando com bolas de plástico que voavam do palco e gritando cada verso das canções recheadas de sintetizadores e de melodias viciantes.

Em um show curto, típico de festivais com muitas atrações, o Passion Pit conseguiu dar conta do recado da melhor maneira possível: fazendo uma apresentação marcante e que divertiu seus fãs sem muitas firulas.

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