O mítico grupo de rock Kiss, com quase 40 anos de trajetória, deleitou neste sábado (10) o público chileno com um grande show, no qual combinou sua ampla discografia com uma assombrosa presença em cena.

Os anos passam, mas parece que os imortais Kiss fizeram um pacto com o demônio. Durante uma hora e 50 minutos de espetáculo, The Demon, Starchild, Spaceman e Catman, como gostam de ser chamados seus integrantes, demonstraram à multidão que os velhos roqueiros nunca morrem.

Após o grande aperitivo de Marilyn Manson e Slayer, o público presente esperava impaciente para ver ao vivo o maior show do primeiro dia do festival Maquinaria.   Alguns não chegavam à maioridade e muitos não tinham nascido quando foram lançados os primeiros discos da banda americana. Mas não importava, todos gritavam “Kiss!, Kiss!” Inclusive os mais atrevidos mostravam sua idolatria com suas caras pintadas.

Com uma combinação de luzes, fumaça e fogo, o baixista Gene Simmons, o vocalista Paul Stanley, e o guitarrista Tommy Thayer, desceram em uma plataforma e deram começo ao show com Detroit Rock City.

O público recebeu com gritos Shout It Out e logo depois o single Hell or Halllujah, de seu último disco Monster.

Estes “jovens” e “inexperientes” músicos não precisam demonstrar do que são capazes, mas mesmo assim decidiram demonstrá-lo interagindo com as milhares de pessoas que foram vê-los.

E o fizeram falando em espanhol com claro sotaque americano. Desde o repetido “Santiagoooo!”, passando pelo tradicional “Como estão?”, e até se animando a entoar La Bamba.

Simmons, Stanley, Thayer e Singer repassaram sua ampla discografia, com mais de cem milhões de cópias vendidas no mundo todo, enquanto as luzes, a fumaça, as labaredas e toda a parafernália completavam a noite.

Faltando cinco minutos para a meia-noite, o palco escureceu. Não podia ser o final. O público queria mais.

Com duas das melhores músicas da banda, I Was Made for Lovin’ You, seguida instantes depois por Rock N’ Roll All Nite, o Kiss satisfez seus milhares de fãs.

Os fogos de artifício e a guitarra de Paul Stanley voando pelos ares colocoram ponto final no show.

Neste domingo, o Maquinaria continua com os porto-riquenhos Calle 13, o ex-Guns n’ Roses Slash e os britânicos do Prodigy.

A banda se apresenta no Brasil esta semana, com shows em Porto Alegre (14), São Paulo (17) e Rio de Janeiro (18).

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