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(Foto: Jorge Bispo/divulgação)

“O mundo é cheio de cor, mas entre os seres humanos dá essas tretas, né!”, diz Rael sobre a falta de harmonia entre raças e do conflito de cor que existe não só no Brasil, mas no mundo todo, e o incomodaEm um papo exclusivo com o Virgula, o músico falou sobre a força da música na sociedade e do show que fará no festival TIM Music Urbanamente, neste domingo, 3, na Audio, em São Paulo.

É muito importante esse trabalho que a Tim está fazendo, da diversidade, não só de estar realizando o evento em si, mas de estar mesclando as coisas, que é uma coisa em que eu acredito, na diversidade de raça e de gênero de tudo“, opina Rael sobre a empresa de telefonia estar voltando ao mercado de shows e investindo principalmente na música urbana. No line up do fest também terá Maneva, Haikaiss e Onze:20.

“Sabe, a música urbana é oralidade, é o que dá voz às pessoas que não têm voz. Ela descreve e sintetiza um pouco o que a gente vê, o que a gente sente”, diz o cantor, e complementa: “A música urbana sempre teve esse papel de diálogo, de transformação, e nesses tempos de hoje, da galera reacionária, da galera conservadora, a música ainda é a arma mais consistente contra esse tipo de comportamento”.

Confira a entrevista abaixo:

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(Foto: divulgação)

Virgula: O que você está preparando para o show do TIM Music Urbanamente? 

Rael: será o show do álbum Coisas do meu Imaginário, com formação da banda. Nas apresentações a gente sempre coloca alguma coisa que nos influencia, ou seja, influências de Montown, de MPB, e de repente umas influências como Marvin Gaye, coisas do tipo. Enfim, também coloco coisas de discos anteriores e músicas que o público gosta, como Vejo Depois, Ela me Faz, sempre gosto de fazer assim.

E qual outro show do dia você mais quer ver? 

Bom, eu acho que na verdade todos. A gente sempre encontra os artistas na estrada, no backstage, mas às vezes, na correria não dá tempo de ver os shows. O do Onze:20 eu já vi. Queria ver o Haikaiss que eu nunca vi. Enfim, no geral, se eu puder ficar lá eu vou querer ver todos.

O que você acha da TIM estar voltando ao mercado de shows e contemplando a música urbana? 

Eu acho que o fato da TIM estar fazendo isso é maravilhoso porque é uma coias que fomenta a cultura. E de um modo geral, é importante pra nós que estamos fazendo a música, para as pessoas e para o público. No fim das contas todo mundo sai ganhando. Eu acho que é uma coisa que fortalece a cultura de fato, é uma coisa muito importante esse trabalho que a Tim vem fazendo, da diversidade, não só de estar realizando o evento em si, mas de estar mesclando as coisas, que é uma coisa em que eu acredito, na diversidade de raça e de gênero de tudo.

O quanto a música urbana é importante nos dias de hoje, nesses tempos em que estamos vivendo onde pessoas estão querendo censurar a arte e a cultura?  

A música urbana é a arma mais consistente que temos no meio de tão pouca opção. A música urbana é a oralidade, é o que dá voz às pessoas que não têm voz. Ela descreve, ela sintetiza um pouco o que a gente vê, o que a gente sente. A música urbana sempre teve esse papel de diálogo, de transformação, e nesses tempos de hoje, da galera reacionária, da galera conservadora, a música ainda é a arma mais consistente contra esse tipo de comportamento.

Como seria o Brasil perfeito nas ‘coisas do seu imaginário’? 

O Brasil perfeito nas ‘Coisas do Meu Imaginário’ seria um país próximo ao Sonho de Darcy Ribeiro, dessa mistura e harmonia entre as raças, que é uma coisa que não existe, não só no Brasil, mas no mundo inteiro tem esse conflito de cor. O mundo é cheio de cor, mas entre os seres humanos dá essas tretas, né. Acho que seria um Brasil mais igual. A desigualdade aqui é uma das maiores do mundo, 90% da riqueza está na mão de 10% da população, é muita coisa. Enfim, um país mais justo, com mais educação de qualidade e saúde. Acho que esses são os pontos vitais de um Brasil perfeito nas ‘Coisas do Meu Imaginário’.

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SERVIÇO:

Tim Music Urbanamente com Rael, Maneva, Haikaiss e Onze:20

Quando: 3 de dezembro (domingo)
Onde: Audio – Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda – São Paulo – SP
Abertura da casa: 16h00
Classificação: 18 anos
Capacidade da casa: 3.200 pessoas
Acesso para deficientes: sim
Valor Ingressos: : R$40,00 (meia entrada para pista) a R$120,00 (entrada inteira para mezanino)
Venda Ingressos: https://goo.gl/ACwBC6

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