Se boa parte da escalação do segundo dia do SWU Music & Arts Festival relembrava os anos 80, com Ultraje a Rigor, Duran Duran e Peter Gabriel, o último dia do festival que ocorre em Paulínia traz medalhões dos anos 90. E o Raimundos, talvez a maior banda de rock do país naquela década, abriu com categoria a série de shows desta segunda-feira (14).

O grupo vive seu melhor momento desde a saída do vocalista Rodolfo Abrantes, em 2001. Após uma sequência de lançamentos de qualidade questionável e idas e vindas de alguns integrantes, o quarteto começou este ano com o lançamento do CD e DVD ao vivo Roda Viva, que imortaliza antigos clássicos com a atual formação da banda, e inclui porradas novas como a pesada Jaws, segunda/terceira música do set.

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Votada pelo público como a banda nacional mais desejada para fazer parte do SWU, o Raimundos foi muito bem recebido pela plateia, mesmo sob chuva incessante e horário ingrato – o show começou por volta das 14h10.

Faixas como Fique Fique, de Kavookala (2002) e Mulher de Fases, de Só no Forévis (1999) foram aplaudidas, mas é aceitável dizer que a apresentação começou mesmo a partir da trinca Puteiro em João Pessoa, Nêga Jurema e Palhas do Coqueiro, todas do primeiro álbum do grupo, de 1994.

Para encerrar a apresentação, o guitarrista – e desde 2001, vocalista – Digão desceu do palco e fez o solo de Eu Quero Ver o Oco próximo à grade, para delírio dos ensopados fãs. Visivelmente empolgados, os quatro fizeram com certeza um dos shows mais animados desta edição do evento.

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