Manaus vai novamente balançar ao som de muita música eletrônica ao sediar, de 22 a 25 de agosto, a segunda edição da rave Ecosystem 1.0.

Para este ano, a festa ecologicamente correta — a organização recebe o apoio do grupo Greenpeace — promete mais variedade de estilos musicais e a realização de uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Skate.

“As pistas (de dança) terão todas as vertentes da música eletrônica, do hip-hop ao drum’n’bass, tecno, house e trance”, disse Carlos Slinger, responsável pelo evento, numa entrevista à imprensa nesta terça-feira.

Em meio à selva amazônica, no parque Parque Ecológico do Tarumã, as pistas de dança são montadas para abrigar DJs nacionais e estrangeiros durante os quatro dias de festival.

Para garantir a preservação do local, sistemas de reciclagem de lixo e água são prioridades da rave. A pista de skate, de madeira, terá vista panorâmica para o parque, e a sua construção será monitorada pelo Greenpeace.

Slinger disse que vários artistas que participaram da primeira Ecosystem, em 2001, farão parte do “line-up” do festival deste ano, como TC Izlam e Aphrodite (jungle), Don Qui Shot e Air Liquid (tecno).

As bandas State of Bengal (de origem britânica) e Suba Dream (jam session de artistas brasileiros e estrangeiros), duas das mais emocionantes exibições do ano passado, também deverão se apresentar na Ecosystem versão número 2.

Dos artistas nacionais, Slinger está convocando os DJs Patife, Renato Cohen, Drumagick, Lica Marques, o cantor Otto e a dupla de trance Nude. A exemplo do ano passado, os astros serão convidados a doar seus cachês para a causa ecológica.

“Queremos trazer (para o festival) quem faz a cena eletrônica, sem se preocupar com os heróis instantâneos formados pela mídia”, disse Slinger, que também é DJ e dono da gravadora Liquid Sky.

No ano passado, a Ecosystem reuniu 40 mil pessoas. A tradicional área de lazer de Manaus, onde já funcionou uma pedreira, é cercada pela selva nativa e foi reformada em 2001 especialmente para o evento.

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