Metallica

Metallica (Crédito: Roberto Estacio/Divulgação)

Estar em um show do Metallica hoje em dia é como reassistir aquele seu velho filme preferido, em que você sabe todas as falas de cor mas faz questão de ver novamente. E por isso é que a apresentação dos caras dá certo. É o famoso ‘em time que está ganhando não se mexe’. Desde que voltaram a visitar o Brasil regularmente a partir de 2010 (eles vieram quase todos os anos pra cá), James HetfieldLars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo fazem praticamente o mesmo show, salvo por uma música ou outra diferente no setlist.

Nesta noite de sábado (19) no Rock In Rio, não foi diferente. Os mesmos hits de sempre estavam lá: Fade To Black, Fuel, Master of Puppets, From Whom The Bell Tolls, BatterySad But True, One e claro, os maiores deles, Nothing Else Matters e Enter Sandman, do clássico Black Album (1991). As bolas de plástico com os dizeres Metallica, os fogos de encerramento e até os “hey yeah” ditos por James continuam os mesmos. E os fãs piram.Ou seja; o mesmo filme visto outra vez.

Talvez essa mesmice ‘certeira’ e imutável se dê ao fato da banda ter errado algumas vezes na última metade da carreira, com os álbuns Load, Reload, St. Anger, e o documentário Some Kind Of Monster, que desagradou uma boa parte dos fãs.  Então, pra que arriscar?

No meio do show um silêncio. Uma pane no som. Um dos PAs do palco resolveu parar de trabalhar após a música Ride The Lightning. Para o alívio dos fãs, o problema foi solucionado em menos de cinco minutos e o bate cabeça continuou.

Antes deles, vieram os veteranos hard rock Motley Crue. Com muito fogo no palco, backing vocals dançarinas e alguns dos maiores clássicos farofa de todos os tempos (Girls, Girls, Girls, Dr. Feelgood e Shout At The Devil), a banda levou a medalha do show mais animado da noite. Tocaram até Anarchy In The UK, dos Sex Pistols.

Motley Crue

Motley Crue (Crédito: Roberto Estacio/Divulgação)

A noite também teve os novatos Royal Blood, que, com apenas um baixo, uma bateria e rostinhos e vestimentos que estão mais para hipsters do rock , conquistaram os metaleiros no Palco Mundo. Tarefa árdua para o duo, que estava deslocado no line up do dia. Mas quem viu, virou fã. Certeza!

Royal Blood

Royal Blood (Crédito: I Hate Flash/Divulgação)

No palco Sunset, o Korn foi a atração principal e calcou o setlist nos seus primeiros discos, já que estão comemorando os 20 anos do lançamento do debut da banda, Korn (aquele que influenciou o Sepultura a mudar a afinação das guitarras e fazer Roots). Agora, o quinteto volta a ter o reforço do guitarrista original Brian ‘Head’, que tinha deixado o grupo para se dedicar à música gospel. Fácil, fácil um dos melhores do dia.

Korn

Korn (Crédito: I Hate Flash/Divulgação)

Quem aí disse que Rock In Rio não tem rock? Se liga messas fotos pra sacar a paulada que foi o segundo dia do fest:

 

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