Show The Rolling Stones em São Paulo

Foto: Gabriel Quintão

A noite de quarta (24) em São Paulo parecia ser de chuva infindável, mas foi só os Rolling Stones subirem ao palco do Estádio do Morumbi que o som feito pela maior banda de rock em atividade a espantou rapidinho. Logo após a segunda música não havia mais pingos e o rock rolou bonito. E como rolou.

Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts se mostraram muito à vontade e não aparentando a idade que possuem (é clichê escrever isso, mas é a verdade). Eram crianças no palco. Adolescentes flamejantes. O show teve duas horas interruptas e nenhum intervalo ou respiro para descanso.

Mick foi atração à parte. O vocalista estava todo brincalhão: “Meooww, e ae moçada?“, imitou o sotaque paulistano. “18 anos, São Paulo? É incrível pisar no Morumbi. Que cidade fantástica“, disse em português, e ainda mandou “Estou tão feliz! Beijinho no ombro“, se referindo ao hit de Valesca Popozuda, e fazendo os fãs caírem na gargalhada.

O setlist não fugiu do que está sendo apresentado na Olé Tour, TODOS os maiores clássicos estão lá: Start Me Up, It’s Only Rock and Roll (But I Like It), Paint It Black, Happy, Honky Tonk Women e mais. A novidade ficou para Bitch, do álbum Sticky Fingers, de 1971, escolhida pelo público através da internet.

Mas a coisa pegou fogo mesmo foi do meio para o final, com a sequência de Gimme Shelter, Brown Sugar (ponto alto da noite), Sympathy for The Devil e Jumpin’ Jack Flash. Para o bis, You Can’t Always Get What You Wanted, e claro, a mais esperada, I Can’t Get No (Satisfaction), acompanhada de muitos fogos.

Qual é a banda que hoje em dia toca e fuma um cigarro atrás do outro em cima do palco? Como Ron Wood e Keith Richards faziam ontem? Pois é, para eles não tem dessa de ‘o tempo passa’, pois continuam sendo a maior banda de rock do planeta. E a mais selvagem.

No sábado (27) tem mais. Eles voltam ao Morumbi para o segundo round paulistano. Porque eles podem. Porque eles conseguem. Porque eles são os Rolling Stones. E porque temos o privilégio deles ainda estarem entre nós.

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