Se você ainda não o conhece, talvez devesse. Givly Simons é uma figura que parece ter saído diretamente dos anos 70 só para povoar seu pensamento. Ele e sua banda, o Figueroas, estão lançando em poucas semanas o primeiro disco.

Outrora roqueiro e com a alcunha de Gabriel Passos, o rapaz resolveu investir na vozinha lá do fundo e adentrar no mundo do que é tido como brega. Vestiu um bigode à la Belchior, pintou-se com tatuagens marotas e criou um combo que, se você vir, não conseguirá mais “desver”. Serião.

Duvida? Então faça o favor de dar uma olhada na participação dele no programa som do Só no Vinyl na TV:

O que dizer disso? 100 palavras. 

Ele contou, com sua simpatia genuína, que seu nome artístico surgiu bem cedo e, como uma anunciação, apareceu enquanto ele dormia. “Tinha nove anos de idade, sonhei com o nome Givly Simons e decidi usá-lo quando ingressasse na carreira artística. Era um desejo antigo, secreto, e no processo de criação do Figueroas vi que era a hora certa”, revelou ao Vírgula Música, deixando claro que não se trata de um personagem, mas dele mesmo, 24/7.

“Agora, até meus pais me chamam de Givly”, comenta. Com apenas 21 anos, o alagoano promete entregar  a lambada mais quente já vista. Ainda não está convencido? Então assista ao maravilhoso clipe de Bangladesh, um dos hits do disco novo, cujo título é Lambada Quente.

O mundo precisa de mais gente assim.

O álbum de estreia conta com a produção de Dinho Zampier, que fez os arranjos e tratou teclados e órgãos, enquanto Givly compôs as canções. Dentre as referências que permeiam a carreira do novo mestre da lambada estão fortes nomes da música brasileira como Roberto Carlos, Tim Maia, Tony Bizarro, Marcos Valle, Lincoln Olivetti, Robson Jorge, Jesus Figueroa, Nelson Gonçalves e Benito Di Paula. Só para citar alguns.

“Cresci ouvindo os ritmos ‘cafonas’ na rua e MPB no rádio, na escola. Os ‘cafonas’ me chamaram atenção na pós-Jovem Guarda, no início do brega e nas produções do Raul Seixas com artistas como Diana e Balthazar. Daí fui descobrindo mais artistas até conhecer um pouco mais do brega. Até hoje ouço artistas considerados ‘chiques’, intelectuais, com a mesma naturalidade que ouço brega e arrocha. Acho que a mensagem da música é universal”, manda o comandante do Figueroas.

Aproveitamos o ensejo e pedimos ao Givly que fizesse aqui para a gente um top 10 só seu. O resultado é só predada. Escutaí:

Givly Simons by Virgula Música on Grooveshark

 

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