O guitarrista norte-americano Hubert Sumlin, que durante 26 anos foi o fiel escudeiro de Howlin’ Wolf, um dos maiores mestres do blues, saiu consagrado na segunda noite do Natu Blues Festival, na quarta-feira em Porto Alegre.

Com seus 70 anos ele era só empolgação, correndo de um lado para outro, distribuindo sorrisos e até se esquecendo de sair do palco no intervalo antes do bis. O público correspondeu, ovacionando-o ao final do show.

Antes de Sumlin, que tocou com o André Christovam Trio, apresentou-se Carey Bell, um dos maiores nomes da gaita em Chicago na atualidade. Bell já foi integrante das bandas de Muddy Waters e Willie Dixon e tem discos gravados com outras lendas da gaita como Junior Wells e Big Walter Horton.

E, como na primeira noite, as canjas mostraram já ser uma tradição do festival. O guitarrista Coco Montoya e a cantora Big Time Sarah, que são as atrações de quinta-feira, uniram-se a Sumlin no final de seu show, além do guitarrista gaúcho Solon Fishbone. O público delirou. Os shows em Porto Alegre ocorrem no Opinião Bar e são reprisados no dia seguinte em Curitiba, no Moinho São Roque.

O carismático Sumlin estava de terno, chapéu e óculos. Ele revezava-se com o também guitarrista Christovam nos vocais e solos, nos quais exibia um fraseado bastante rítmico, fruto da longa carreira como “sideman”. O repertório era de clássicos, alguns deles gravados pelo próprio Sumlin ao lado de Wolf, como “Evil” e “Sittin On Top Of The World”.

Carey Bell, que tem um timbre encorpado e forte pegada, surpreendeu ao fazer quase todo o show usando um pedal que imprime à gaita som semelhante ao de um teclado. Também tocou clássicos como “Im Ready” e “Mellow Down Easy”, acompanhado da Natu Nobilis Blues Band, formada por músicos gaúchos e um paulista.

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