O sucesso internacional de nomes distantes do mercado tradicional europeu ou norte-americano, como o sul-coreano PSY ou o brasileiro Michel Teló, pode abrir as portas para novos popstars da Ásia ou da América do Sul, aponta estudo recente da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

De acordo com a análise, gravadoras e selos fonográficos têm investido nesses dois continentes por acreditar que a “próxima Lady Gaga” poderá ser revelada na Coreia do Sul – onde o pop coreano, chamado de K-pop, é um fenômeno em plena ascensão – ou em algum país sul-americano.

O estudo ressalta que a explosão do K-pop se deve ao combate do governo sul-coreano à pirataria digital nos últimos cinco anos, com destaque para o incentivo das gravadoras locais em revelações pop.

Além da Coreia, os executivos têm feito investimentos em países como Japão, China, Índia, Brasil e Rússia, incentivados pelas crescentes perdas do mercado musical nos Estados Unidos e na Europa.

O Brasil, segundo o estudo, pode ser a casa das novas estrelas pop mundiais após o sucesso de Ai Se Eu Te Pego. Em março deste ano, Michel Teló assinou contrato com a Syco, empresa de Simon Cowell, jurado do reality show The X-Factor, com a possibilidade de distribuição de um álbum inédito na Inglaterra.

Em declaração ao jornal The Independent, o diretor-executivo do Universal Music Group, Max Hole, disse acreditar que o mercado será liderado por estrelas latinas e asiáticas nas próximas décadas.

“O foco da indústria musical nos últimos 40 anos tem sido nos dez maiores mercados: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, etc. Nos próximos 30 anos ele vai mudar para mercados emergentes, e isso é muito empolgante para nós”, prevê o executivo.

“A explosão de tablets e smartphones significa que, pela primeira vez podemos nos comunicar com milhões de consumidores em partes do mundo onde nunca conseguimos chegar antes. Pela primeira vez estamos tendo lucros em regiões como Vietnã, Cambodia, África e Peru”, concluiu.



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