Tico Santa Cruz, líder do grupo Detonautas, acusou o Restart de cobrar para receber fãs no camarim depois dos shows. Para o músico, a atitude é mercenária e se aproveita da paixão que os fãs têm pelo grupo.

Tico escreveu em seu blog, “Isso é o mais puro oportunismo. Atitude de quem não dá valor nenhum aqueles que lhes consideram importante”.

Em entrevista para o site da revista Época, Tico advertiu também os pais dos fãs do grupo: “Os pais acabam pagando por achar que isso seja comum. Não é comum. Não conheço artistas brasileiros que cobrem entrada em camarim. Os que recebem os fãs, o fazem por consideração e respeito, não em troca de dinheiro.”

O músico criticou a venda do “kit camarim” do Restart, que inclui produtos da banda e uma visita ao camarim depois do show. 

Pe Lu, do Restart, explicou para a Época que o “kit camarim” “nasceu da nossa necessidade de conseguir, de alguma forma, e a mais justa possível, escolher as pessoas que iríamos atender, afinal não temos tempo hábil para atender a todo mundo que vai aos nossos shows.”

Segundo ele, “O preço é equivalente ao que eles pagariam na soma dos produtos do kit, não cobramos pelo nosso tempo ou pela visita em si.”

“Nossa intenção nunca foi e nunca será ganhar dinheiro em cima da nossa presença, mas muitas vezes é preciso que haja alguma participação financeira das pessoas pra cobrir possíveis gastos e, até mesmo, como no caso do “kit camarim”, tentou explicar Pe Lu.

Tico repudia a justificativa: “Esse papinho de que são milhares e de que é preciso filtrar é desonesto com quem não tem dinheiro, é excludente. Esse tal do ‘Photo Party’ foi inventado apenas para justificar o injustificável. Não se cobra fã por autógrafo e foto.”

Pe Lu, sem querer embarcar na confusão, preferiu não contra-atacar o líder dos Detonautas: “Vivemos em um país democrático, as opiniões e críticas são sempre bem vindas quando carregadas de respeito e de uma vontade que o outro melhore. Como eu disse, não o conheço pessoalmente, mas como profissional sempre vai ter o nosso respeito, independente do que fale.”

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