Tony Bennett

Tony Bennett

Prestes a lançar Viva Duets, álbum que chega às lojas a partir do dia 23 de outubro e destaca a participação de inúmeros artistas latinos, incluindo Roberto Carlos, Maria Gadú e Ana Carolina, o cantor Tony Bennett, ao falar de sua carreira de mais de 60 anos, afirmou sentir que não trabalhou um único dia por sempre ter feito o que mais ama: cantar.
 

“Quando terminei este disco de duetos, eu escutei perguntando-me se funcionaria ou não e fiquei muito contente com o resultado, já que todos os artistas envolvidos tinham posto sua alma no projeto, que, por sua vez, não sai de moda e sempre soa bem”, declarou Bennett em entrevista à Agência Efe.

Este álbum é o terceiro de duetos gravado pelo artista, que, nesta ocasião, esteve acompanhado por estrelas latinas como Chayanne, Marc Anthony, Gloria Estefan, Miguel Bosé, Juan Luis Guerra, Christina Aguilera, Dani Martín, Romeo Santos, Vicentico, Franco De Vita, Vicente Fernández e Thalía, além dos brasileiros já citados.

“O que eu gosto em todos os artistas que cantei é que todos eles acham o que acho no sentimento e no significado do que estão cantando, já que isso é o que faz com que o disco não se fique obsoleto. Trata-se de um disco que você deseja escutá-lo de novo”, apontou Bennett, de 86 anos.

Entre as canções resgatadas pelo cantor – todas marcadas pela sonoridade latina -, estão For Once in My Life, Return to Me e Blue Velvet, verdadeiros clássicos do cantor nova-iorquino, que, ao longo de sua consagrada carreira, ganhou 17 prêmios Grammy.

Após o lançamento de seu terceiro disco de duetos, Bennett iniciará uma grande turnê pela América Latina a partir do mês de novembro para apresentar ao público suas novas versões. Apesar da idade avançada, o cantor se diz animado e cheio de energia para subir aos palcos.

Para Bennett, que cresceu seguindo a influência de ídolos como Ella Fitzgerald, Nat King Cole e Frank Sinatra, o momento culminante de sua carreira ocorreu no último ano, durante um show beneficente no Metropolitan Opera House.

“Eu comecei cantando em cabarés, em salões muito pequenos e, de repente, estava cantando no Metropolitan Opera. Estava muito inquieto, já que era algo diferente, mas real. Foi o maior momento de toda minha vida e não esquecerei jamais. Foi como escalar o Everest”, declarou o cantor de jazz.

Apesar do clima de “missão cumprida”, Bennett ainda possui alguns projetos pela frente, como gravar um disco de jazz com a banda de swing Marion Evans e Lady Gaga, a quem considera “uma das melhores cantoras” que já escutou e que, segundo Bennett, “surpreenderá todo mundo”.

Além de dar sequencia a sua carreira musical, o cantor nova-iorquino também pensa em seguir pintando, sua outra grande paixão. Neste universo, Bennett, que diz praticar todos os dias, busca inspiração na natureza, como a sua vista para o Central Park. No entanto, seus quadros mostram desde os táxis nova-iorquinos até os jardins do impressionista francês Claude Monet.

Perguntado sobre o segredo de seu sucesso musical, Bennett, como quem aconselha os jovens artistas, afirmou que “cantar canções inteligentes, que não insultam à audiência, é a única maneira de assegurar uma carreira longa”.

“Os que querem se dedicar devem ir às escolas de música e estudar com bons professores. É a forma tradicional de fazer musica e é a correta. Se quiser fazer algo rápido apenas para ganhar dinheiro, te esquecerão logo em seguida”, declarou Bennett.

Esse é o conselho de um artista que começou a cantar ainda na década de 50 e que afirma que, “se voltasse a nascer novamente, faria o mesmo”.
 

Tony Bennett revive carreira em novo disco de duetos com artistas latinos

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